Siga-nos

Perfil

Expresso

Cultura

Mais uma “performance” de Santa Rita Pintor

Nos cem anos da morte do embaixador do futurismo em Portugal, o esquivo modernista regressa em dados inéditos, nova atenção académica e biografia a publicar ainda este ano

João MacDonald

“LUZ E SOMBRA” Retrato de Vitoriano Braga, fotógrafo de Almada Negreiros e Fernando Pessoa, cedido por Luísa Braga/DGPC

“LUZ E SOMBRA” Retrato de Vitoriano Braga, fotógrafo de Almada Negreiros e Fernando Pessoa, cedido por Luísa Braga/DGPC

Em 1917, aconteceu tudo. Almada Negreiros publicou “K4 O Quadrado Azul” e “A Engomadeira”. Santa Rita Pintor montou com ele uma “Conferência Futurista”. Portugal mandou soldados para a guerra. A Virgem desceu em Fátima. Lançou-se a revista “Portugal Futurista”. Sidónio Pais fez um golpe de Estado. Estrearam-se os Ballets Russes em Lisboa. Em 1918, não aconteceu nada. Primeiro morreu Santa Rita, e depois Amadeo de Souza-Cardoso. Almada começou a fazer a mala para rumar a Paris.

Os últimos anos têm sido pródigos em centenários de marcos do modernismo português: as revistas “Orpheu”, de 1915, “Exílio” e “Centauro”, de 1916, a morte de Sá-Carneiro neste ano também, e o ‘ano futurista’ seguinte. Para 2018 está reservada a evocação de Santa Rita e Amadeo. Mas se sobre o segundo o universo cultural tem produzido iniciativas enriquecedoras à margem de efemérides, e produzirá mais, tal como com Almada, isso só agora começa a alterar-se sobre o esquivo Santa Rita Pintor, cujos oportunos cem anos da morte se assinalam a 29 de abril.

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI