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Cultura

10 mil euros para jantar na Torre de Belém ou no antigo Picadeiro Real

Luis Salzedas

O novo regulamento de cedência e espaços do Minstério da Cultura entrou em vigor esta quarta-feira

Os jantares e cocktails são os eventos mais caros a realizar nos monumentos e sítios à guarda da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) tutelada pelo Ministério da Cultura. O despacho conjunto entre os Ministérios da Cultura e das Finanças foi publicado esta quarta-feira em "Diário da República" e indica que a Sala do Baluarte da Torre de Belém e o Salão Nobre do Picadeiro Real custam aos convivas entre 10 mil a quatro mil euros, ora se trate de um jantar ora de um coktail.

Na mesma linha de valores surge a Sala D. Luís e a Sala dos Embaixadores no Palácio Nacional da Ajuda. O Museu do Azulejo e o Palácio de Mafra têm um aluguer na ordem dos quatro mil euros também para jantares, sendo o Jardim das Esculturas, no Museu do Chiado, o espaço mais barato para comer: 1250 euros. Já no que respeita a eventos especiais, vai à frente a Horta dos Frades, no Convento de Cristo, em Tomar, com um valor de oito mil euros.

As atividades culturais custam menos dinheiro. Mas alugar a Horta dos Frades ainda vai custar 7500 euros, e o claustro do Mosteiro dos Jerónimos cinco mil.

Como o Expresso já tinha avançado, vai ser possível fazer um coktail no antigo refeitório do Mosteiro dos Jerónimos por 7500 euros.

As principais alterações contempladas no novo regulamento são a revisão de todos os espaços e das características dos eventos que podem ser realizados em cada um deles, o que inclui, nomeadamente, a regra de que no Panteão Nacional só podem ser autorizados eventos de natureza cultural.

Fica igualmente estabelecida uma regra geral que proíbe a realização de refeições nos espaços com estatuto de Panteão, como são alguns dos espaços no Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) e do Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa). De notar que essa restrição não se aplica a todo o conjunto edificado, mas apenas aos locais com estatuto de Panteão.

O Panteão Nacional, em Lisboa, que tanta polémica gerou aquando do jantar de encerramento da última Web Summit, em novembro, poderá ser alugado para eventos culturais entre os 1500 e os cinco mil euros, do adro ao corpo central, passando pelo coro alto e pela sala sul a mil euros, e o terraço a quatro mil.

O novo regulamento observa ainda a revisão dos valores a pagar pela cedência de todos os espaços, no geral em alta, assim como uma atualização dos requisitos aplicáveis em termos de segurança e de emergência, que ficam sempre a cargo de quem alugar os espaços.