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Ele está à procura de redenção. Será que a encontra em “The Blacklist: Redemption”?

Ryan Eggold protagoniza 
“The Blacklist: Redemption”, onde interpreta o agente infiltrado Tom Keen

Virginia Sherwood/NBC/Sony Pictures Television

“The Blacklist: Redemption”, nova aposta do AXN para as noites de terça-feira, é um spin-off de “The Blacklist”, mas esta série-irmã não vem substituir a original. Vão ser emitidas em simultâneo

Desde o início que a personagem de Ryan Eggold estava marcada para morrer, mas a sua morte foi adiada vezes sem conta e os criadores de “The Blacklist” acabaram por dar-lhe uma nova oportunidade. Construíram uma série à sua medida — chama-se “The Blacklist: Redemption” — e retrataram-se da decisão precipitada. Não é nenhum segredo que Tom Keen podia não ter chegado até aqui, mas Eggold garante que Jon Bokenkamp e John Eisendrath contariam a história da mesma forma.

“Eles iam matá-lo no final do episódio-piloto, mas depois alguém sugeriu que ele se mantivesse e então eles iam matá-lo só no final da primeira temporada.” Voltou a não acontecer porque os argumentistas continuaram “a encontrar ângulos interessantes para a personagem”, explicou Ryan Eggold em declarações enviadas ao Expresso, e a personagem continuou a ganhar espaço na produção. “Não sei, mas quando tiveram a ideia de fazer uma nova série lembro-me de discutir bastante [o assunto] com o Jon”, recorda, voltando àquele tempo marcado pelo final da segunda temporada. Ainda estava longe de imaginar que seria ele a protagonizá-la.

Liderar o elenco de uma série não é tarefa fácil (“The Blacklist: Redemption” é o maior desafio da carreira de Eggold) e a empreitada torna-se ainda mais difícil se for necessário dividir o tempo entre duas séries. É esse o caso aqui, com o ator californiano a manter-se na série original enquanto protagoniza a nova. “Ser o protagonista em ‘Redemption’ ocupa certamente mais tempo”, admite, explicando que está “mais envolvido em todo o processo, assim como entre a parte do guião e da edição”. Apesar do esforço — está a filmar as duas séries e tem de encontrar espaço na agenda para se apresentar em ambas as produções —, considera que a experiência de estar “do outro lado das coisas” tem sido positiva e que está a valer a pena. Dá-lhe força para explorar a personagem mais a fundo, algo que promete fazer na nova série, que “tem sido muito intensa”.

Depois de ter sido maturada durante quatro temporadas de “The Blacklist”, a personagem Tom Keen está prestes a ganhar um maior relevo nos próximos tempos e Ryan Eggold mostra-se focado no projeto. “Estou entusiasmado com a oportunidade de explorar o seu passado e a sua origem, pondo a personagem em novos ambientes, que mostrem diferentes facetas dele, e ver até onde é que isso nos leva.” Eggold conhece a personagem há muito tempo — Tom não terá tido o apoio dos pais durante o crescimento e isso terá moldado a forma como se comporta — e sabe que pode ir longe, mesmo que a protagonize sem ter acesso aos guiões na íntegra.

O ator até prefere assim, “saber apenas o que está a passar-se na história no momento presente e não saber o que o episódio seguinte guarda”, porque esta forma de trabalhar lhe permite focar-se em cada momento sem ser influenciado pelo futuro. “Vou descobrir um segredo ou uma revelação que será feita e não quero que isso afete a forma como estou a interpretar determinado momento.” É fácil concordar com a forma como Eggold vê o mundo, mas não seria possível agir assim se não conhecesse o papel há tanto tempo.

Interpretar Keen há cinco anos “tem os seus prós e contras” e se por um lado é bom “conhecer tão bem uma personagem ao ponto de isso se refletir na forma como se contracena”, por outro há o perigo de se ficar “demasiado confortável com o trabalho”. Nada como aprender algumas técnicas de luta para fintar a rotina e fazer algumas sequências de ação sem recorrer a duplos. Fica a promessa de algumas “cenas de luta à Jason Bourne”.

NOVA VIDA PARA 
AS PERSONAGENS

Quanto ao enredo de “Redemption”, nasce a partir da história de “The Blacklist” — segundo a qual os criminosos mais procurados do mundo constavam da lista do antigo agente governamental Raymond Reddington (Red) —, mas apresenta as personagens numa nova fase das suas vidas. Agora, os antigos criminosos vão formar uma equipa de mercenários de elite, trabalhando ao serviço do bem e levando a cabo as missões mais perigosas.

É na sequência de uma viagem a Nova Iorque, na qual Tom Keen se preparava para tratar de assuntos relacionados com a herança deixada pelo pai, que o agente infiltrado entra em cena. Acaba por ser convencido a juntar-se à empresa de segurança privada da mãe e a sua primeira missão é ajudar a resgatar um agente da CIA que foi raptado.

“The Blacklist: Redemption”, que conta com produção executiva dos criadores Jon Bokenkamp e John Eisendrath e de David Amann, tem estreia marcada para dia 27, em Portugal. A série será transmitida pelo AXN (que transmite também “The Blacklist”) às terças-feiras, mas depois dos 13 episódios já gravados a série sairá de antena. “The Blacklist: Redemption” não terá uma segunda temporada no canal norte-americano NBC.