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O realizador de culto Béla Tarr em entrevista de vida

foto Felix Clay / eyevine

Marcou a história do cinema com os seus filmes sempre a falarem do Homem e daquilo de que é feito. O húngaro Béla Tarr conta quem é e de onde veio

Nasceu proletário, em 1955, numa Hungria comunista. Cresceu sem ver o mundo mas com os olhos postos na vida. Revoltou-se. Quis ser filósofo e não o deixaram. Pegou numa câmara de filmar e fez mais de uma dúzia de filmes. A condição humana ditou sempre as regras. Mestre do preto e branco, nunca gostou de elogios, embora saiba que a sua sensibilidade os merece.

Deixou de filmar por convicção. A vida tinha findado em “O Cavalo de Turim” (2011), depois de o vento ter varrido a terra árida que antes a chuva inundara em muitos dos seus filmes. Há cinco anos, mudou-se para Sarajevo, onde montou uma escola de cinema, a Factory, que fez o maior sucesso entre os jovens realizadores do mundo inteiro, mas que a falta de dinheiro acabou por fechar.

Homem parco em palavras, é pão, pão, queijo, queijo em cada resposta que dá, falou connosco por Skype numa tarde longa de domingo já o inverno tomava conta de Budapeste, enquanto bebia um copo de vinho branco e fumava os seus cigarros acesos a fogo de um Zippo.

A conversa com um dos grandes realizadores de cinema de sempre sai este sábado na Revista E.