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Arquitetos debatem as teias do poder na arquitetura

Poder coletivo: ponte que usa viaduto inacabado numa rua em Durban, na África do Sul, com comunidades africanas e indianas, de Design Workshop

WAIRWICK JUNCTION FOTO DESIGNWORKSHOPM

São 28, chegam do Sri Lanka, Brasil, Suíça, Hungria, Itália, Bangladesh, Reino Unido, Dinamarca e Portugal e discutem as relações de poder hoje e amanhã na Casa da Arquitetura

Alguns deles, e delas, são nomes de referência na arquitetura internacional. Hoje e amanhã estará na Casa da Arquitetura (CA), em Matosinhos, para participar no seminário “Indoor”, dinamizado pelo arquiteto Roberto Cremascoli. Durante dois dias é debatida uma das questões mais complexas com as quais se relaciona a disciplina: o poder. Não apenas o poder da própria arquitetura e o modo como interage com os poderes estabelecidos e outros, mas os poderes concretos que podem, ou não, interferir com o trabalho do arquiteto.

O ponto de partida é a exposição inaugural da CA, “Poder Arquitectura”, que estará patente até o próximo dia 18 e tem curadoria de Jorge Carvalho, Pedro Bandeira e Ricardo Carvalho.

Ao questionar as relações de oito poderes (Coletivo, Regulador, Tecnológico, Económico, Doméstico e Mediático) com a arquitetura, a exposição e, agora, este encontro, proporciona um muito atual conjunto de reflexões com o contributo de nomes de referência no mundo da arquitetura.

Entre eles estão, por exemplo, Marina Tabassum, arquiteta bengali que em 2016 ganhou o prémio Aga Khan pelo projecto da Mesquita Bait-ur-Rouf e integra o painel sobre Poder Ritual. No dia 13, terça-feira, participará numa conferência na Garagem Sul, no CCB, em Lisboa. Ou Vijitha Basnayaka, arquiteto cingalês convidado a participar no painel sobre Poder Colectivo. Tem vindo a desenvolver um trabalho com grandes preocupações ambientalistas, com destaque para a reutilização de materiais. Entre os portugueses estão dois dos três arquitetos a quem já foi atribuído o Prémio Pessoa: Manuel Aires Mateus e João Luís Carrilho da Graça.

A lista de participantes inclui ainda Ádám Hatvani, Aires Mateus, Bruno Figueiredo, Camilo Rebelo, Chris Watson, Guilherme Wisnik, Inês Lobo, Inês Moreira, Ivo Poças Martins, João Belo Rodeia, João Mendes Ribeiro, João Pedro Serôdio, Joaquim Moreno, Jorge Carvalho, Luís Santiago Baptista, Manuel Correia Fernandes, Miguel Judas, Nuno Brandão Costa, Nuno Grande, Paolo Tombesi, Pedro Appleton, Pedro Bandeira, Renato Rizzi, Ricardo Carvalho.

Muitos destes arquitetos contribuirão com textos para o livro-catálogo da exposição.