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Cultura

Porto recebe primeira mostra da coleção Cabrita Reis comprada pela Fundação EDP

Obras da Coleção Cabrita Reis abrem a programação para 2018 da Galeria Municipal do Porto

D.R.

Galeia Municipal recebe a partir de 17 de março 60 obras da coleção Cabrita Reis, centrada na chamada “geração de 90”

É uma das grandes iniciativas do ano na programação da Galeria Municipal do Porto, inserida no núcleo da Biblioteca Almeida Garret, no Palácio de Cristal. Entre 17 de março e 20 de maio, será pela primeira vez apresentada ao público uma parte da coleção Cabrita Reis, adquirida pela Fundação EDP em 2015.

Com curadoria de Pedro Gadanho e Ana Anacleto, serão mostradas 60 das 300 obras da coleção, na qual se incluem trabalhos de Joana Vasconcelos, João Louro, Ana Jota, Carlos Bunga, Rui Toscano, Vasco Araújo e outros da chamada “geração de 90”. Trata-se de um conjunto de trabalhos de então jovens artistas que começavam a afirmar-se no panorama nacional da arte contemporânea. Mais tarde, a exposição seguirá para Lisboa. Na capital será um pouco mais extensa, por também maior ser o espaço expositivo.

Ao longo de quase três décadas, o artista plástico Pedro Cabrita Reis adquiriu trabalhos que refletem sobretudo os momentos iniciais de um vasto conjunto de artistas portugueses. Muitos deles acabaram por vir a ter reconhecimento nacional e internacional. Ainda assim, a coleção abrange autores de gerações anteriores e posteriores àquele momento específico.

Em junho, a galeria propõe uma mostra dos trabalhos apresentados pelos seis finalistas do Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva, destinado a artistas nacionais e internacionais com menos de 40 anos e que não tenham tido mais de uma exposição individual numa instituição, ou espaço de arte, de relevo internacional. Os finalistas deste ano são Christine Sun Kim, Jonathas de Andrade, June Crespo, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Naufus Ramirez Figueroa, Olga Balema. O vencedor será anunciado durante a primeira semana da exposição.

Orçamento de 350 mil euros

Com um orçamento de 350 mil euros, a programação da Galeria Municipal, referiu esta quarta-feira Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto e responsável pelo pelouro da Cultura, conta ainda com o patrocínio da Fundação EDP, no valor de 225 mil euros até 2020, para lá da cedência de uma exposição anual.

A partir de 30 de junho e até 19 de agosto, a artista Carla Filipe desenvolve o projeto “O ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã”. Como é anunciado no programa das exposições, trata-se de uma abordagem “das práticas sociais em nightclubs, enquanto espaços de fuga às possíveis falências de sistemas sociais diurnos”.

A exposição será desenvolvida em colaboração com o curador Ulrich Loock, e contará com uma seleção de artistas locais e internacionais suscetíveis de se integrarem nesta convergência música/imagem, “mas cujo corpo de trabalho mantém um carácter autónomo enquanto criação plástica”.

“Musonautas, visões & avarias/ 1960-2010 – cinco décadas de inquietação musical no Porto” é o título da mostra pensada pelo editor de música Paulo Vinhas, que propõe uma retrospetiva de cinco décadas de criação musical portuense, desde a música erudita à eletrónica, da música de protesto, à música de vanguarda.

Para lá de “Cuvervall Memory”, entre outubro e novembro, organizada pela estrutura “Musa paradisíaca”, o programa da galeria fecha em dezembro com “Transantoquity”. Ligada com a temática do Fórum do Futuro, trata-se, como diz Guilherm Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura, de uma mostra destinada a explorar o modo como se inscreve a prática de um conjunto de artistas contemporâneos no pensamento sobre a Antiguidade.

Para 2019, a galeria, anunciou Rui Moreira, lançará um concurso destinado a propostas de exposições apresentadas por curadores do Porto ou com atividade no Porto. Segundo Guilherme Blanc, não há um tema pré-definido para já, "nem é provável que venha a haver, até para se manter o espírito de abertura a novas abordagens e novas perspetivas".