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Ken Follett leva “Uma Coluna de Fogo” ao CCB

O autor britânico já vendeu mais de 150 milhões de livros em todo o mundo

Foto TORSTEN SILZ/AFP/Getty Images

O romancista vem a Portugal este fim de semana para apresentar o seu mais recente livro. A ação passa-se 400 anos depois dos acontecimentos do best-seller “Os Pilares da Terra”

Já vendeu mais de 150 milhões de exemplares em todo o mundo e o que escreve pode ser comprado em mais de 80 países e em 33 línguas — fazendo dele um dos autores mais lidos da atualidade —, mas este fim de semana é em Portugal (onde vende 60 mil livros por ano) que vai estar. O autor britânico, nascido no País de Gales, vai apresentar “Uma Coluna de Fogo” em Lisboa. O encontro está marcado para este domingo, pelas 15 horas, no Centro Cultural de Belém, e a sessão é aberta ao público.

Em “Uma Coluna de Fogo”, o romancista regressa ao lugar que deu a conhecer em “Os Pilares da Terra”, mas desta vez a ação passa-se 400 anos depois. No novo título de Ken Follett, os leitores serão transportados para o século XVI, com Kingsbridge a passar por uma época conturbada da sua história. Trata-se, de acordo com a editora, de “um regresso ao universo de ‘Os Pilares da Terra’ e de ‘Um Mundo Sem Fim’”, mas este terceiro volume promete mostrar um mundo novo. O ponto de partida é o Natal de 1558, altura em que “o jovem Ned Willard regressa a Kingsbridge e descobre que o seu mundo mudou”.

GUERRAS RELIGIOSAS E ESPIONAGEM

Conhecido por retratar períodos históricos a partir da ficção, Ken Follett mostra agora uma Europa a viver “tempos tumultuosos, em que os princípios fundamentais colidem de forma sangrenta com a amizade, a lealdade e o amor”. Após a ascensão ao trono de Isabel Tudor, a Europa vira-se contra Inglaterra, levando a que a história de amor entre Ned Willard e Margery Fitzgerald evolua ao mesmo tempo em que cresce a violência no continente europeu, com os dois amantes a situarem em lados opostos da história.

A subida ao trono de Isabel Tudor — monarca protestante que defendia a convivência harmoniosa entre as religiões no reino — vai ter grandes consequências para Inglaterra e pôr em perigo a vida da monarca, mas isso não a impediu de avançar. A rainha britânica, inimiga da pretendente ao trono Maria, foi responsável pela criação do primeiro serviço secreto do reino. A sua missão passava por avisá-la “de imediato de qualquer tentativa quer de conspiração para a assassinar, quer de revoltas e planos de invasão”, explica a editora em comunicado. Ned será um dos primeiros espiões de Isabel.

Neste novo livro, Ken Follet volta a trazer a espionagem para as suas páginas mas a sua ligação ao género vem da infância. Criado numa família conservadora — que o próprio já apelidou de “fanáticos religiosos” —, foi na saga de James Bond que encontrou os primeiros vestígios de liberdade (e de verdade). Descobriu, por exemplo, que o mundo não foi criado por Deus em apenas uma semana, numa altura em que não lhe era permitido ver televisão ou ir ao cinema. Só podia ler e foi através dos livros que começou a perceber o mundo. Nunca mais os largou.