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O rock de casta portuguesa serve-se no Douro

A 2.ª edição do Douro Rock regressa a 11 e 12 de agosto com concertos de GNR, Linda Martini, Capitão Fausto ou Blind Zero, entre muito mais daquilo que há para ver e experimentar ao longo de dois dias na região

André Manuel Correia

O rock de casta portuguesa regressa ao Douro nos dias 11 e 12 de agosto com uma colheita de artistas nacionais consagrados e emergentes, sendo servidos no alinhamento concertos de GNR – uma banda maturada ao longo de 35 anos –, Linda Martini com o seu “Unicórnio de Sta. Engrácia”, Capitão Fausto que trazem “os dias contados” ou Blind Zero com o novo álbum, “Often Trees”, para apresentar. Para a 2.ª edição do Douro Rock, realizado em Peso da Régua, somam-se ainda outros nomes, de distintos géneros musicais, como You Can’t Win, Charlie Brown, Marta Ren & The Groovelvets, Bed Legs e Piruka.

“Trabalhar a melhor música portuguesa na região mais bonita do mundo”, é este o mote de um evento que “pretende ser uma alternativa aos grandes festivais de verão” em Portugal, explica um dos organizadores do Douro Rock, Miguel Candeias, ao Expresso.

No primeiro dia (sexta, 11 de agosto) sobem ao palco os GNR, Linda Martini, Marta Ren & The Groovelvets e os Bed Legs, uma banda que se assume como uma das maiores revelações no panorama musical em Portugal.

No sábado, 12 (Dia Internacional da Juventude), o cartaz encerra com as atuações dos Blind Zero, Capitão Fausto, You Can’t Win, Charlie Brown e também do rapper Piruka.

“Não queremos ter apenas um festival em que toquem boas bandas. Quisemos ter um alinhamento com nomes que colem bem uns aos outros. Fomos buscar bandas que funcionem bem naquele local, ali mesmo à beira-rio”, sustenta o responsável artístico pelo festival.

Mais do que uma montra para a música nacional, este evento, realizado junto às piscinas da Régua, é também uma montra para a região demarcada do Douro, inscrita como Património Mundial da Humanidade pela Unesco, em 2001. “Não queremos fazer só um festival de música, mas um festival da região. Queremos que as pessoas venham dois dias ao Douro, curtir boa música, provar bons produtos, beber bons vinhos e passear”, explica Miguel Candeias, salientando o “acesso privilegiado” à autoestrada, a proximidade em relação à estação de comboios e ainda a existência de um parque de campismo, montado especificamente para receber os festivaleiros.

Depois de uma primeira edição em 2016, na qual marcaram presença aproximadamente 5000 pessoas – montada em apenas quatro meses e que funcionou quase como um “ano zero” –, o Douro Rock regressa, agora, com o mesmo conceito mas já mais consolidado. “Esta é quase a primeira edição, porque preparámos tudo com mais tempo. No final da edição de 2016 já estávamos a pensar na deste ano”, conta o responsável.

Os bilhetes que dão acesso aos dois dias do festival têm o preço de 10 euros e garantem acesso ao parque de campismo do Douro Rock.