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Em tardes de sol há “Matéria” de música eletrónica a brotar no jardim 

Festival Matéria instala-se na baixa do Porto, junto à Torre dos Clérigos, e mostra que a música eletrónica também pode ser ouvida em tardes de sol com a família ou com amigos. A “edição zero” realiza-se este domingo

André M. Correia

A ideia de criar um novo festival de música eletrónica na baixa do Porto converteu-se em “Matéria”. Através do cruzamento com outros géneros, o evento chega para mostrar um estilo musical orgânico, não esgotado no “techno”. O certame pretende gravitar em torno de novos públicos e mostrar que a fruição da música eletrónica pode ser feita numa tarde de sol, num banco de jardim, em família ou com amigos. A primeira edição chega apenas em 2018, mas as raízes começam a ser criadas já este domingo à tarde e até à meia-noite junto à Torre dos Clérigos, através da “edição zero” do festival “Matéria”, realizada no Base, com Kamaal Williams Ensemble, Tosca ou Richard Dorfmeister no cartaz.

Um dos responsáveis pela organização do evento, André Carvalho, explica ao Expresso que o objetivo passa por “ter música eletrónica de qualidade, apelativa não apenas para o público que vai aos clubs, mas para todos os amantes de música”. Ao conceito junta-se um outro ingrediente: desconstruir algumas ideias formadas relativamente a este género musical. “Apesar de as pessoas associarem a música eletrónica a um estilo de vida noturno, quando concebemos este festival quisemos fazê-lo num contexto completamente diferente. Estamos a falar de uma cidade com um clima excelente e fazia todo o sentido organizar um festival durante o dia para aproveitar os jardins urbanos que a cidade possui”, acrescenta.

O evento marca a estreia absoluta em Portugal dos Kamaal Williams Ensemble, numa atuação que serve para apresentar o disco “Black Focus”, considerado pela crítica especializada um dos melhores álbuns de 2016 dentro deste género musical. Esta será uma apresentação com banda, onde a música eletrónica se mescla com vincadas influências jazzísticas. Outro dos atrativos para esta “edição piloto” do festival Matéria é Richard Dorfmeister, artista que se apresentará com um dj set a solo e também com o coletivo “Tosca”, para dar a conhecer o trabalho discográfico “Going Going Going”.

Fazer confluir nomes firmados com artistas emergentes no contexto da música eletrónica portuguesa é também um dos objetivos do festival “Matéria” e, por isso, estão incluídos na programação os espetáculos de Celeste Mariposa, Marco Coelho e Mr. Herbert Quain.

O festival “Matéria” inclui uma área infantil, uma zona “family friendly” e outra de “street-food”, numa tentativa de conseguir chegar a um público mais vasto. “A ideia é criar um contexto onde as pessoas possam conviver”, afirma André Carvalho.

Neste “ano zero” a oferta estende-se apenas por um dia, mas o formato do certame deverá ser mais extenso já na sua primeira edição, em 2018, prolongando-se por dois ou três dias, avança o responsável pela organização. O evento é uma produção conjunta do Base Porto​, Circus Network​, o festival NEOPOP e o espaço Plano B​.

Mais informações sobre o festival podem ser encontradas AQUI.