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Ministro da Cultura não reconhece risco no Parque Arqueológico do Côa

JOSé SENA GOULão/lusa

Luís Filipe Castro Mendes "não reconhece que haja qualquer risco" do Parque Arqueológico do Vale do Côa vir a perder a sua classificação de Património da Humanidade atribuída pela UNESCO. O ministro da Cultura não está de acordo com a existência dos "graves problemas" apontados por especialistas mas afirma manter-se em "diálogo permanente com a UNESCO"

Em declarações ao Expresso, o ministro da Cultura afirma que uma boa novidade na área do património é a resolução do problema administrativo do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Luís Filipe Castro Mendes adianta que "a Fundação Côa está pronta a tomar posse", já estando constituídos os órgãos diretivos e sublinha que será aberto de seguida um concurso público para elçeger um diretor para o museu.

Mais. Castro Mendes regozija-se mesmo com o protocolo que conseguiu assinar para o bom funcionamento do Parque com o Ministério do Ambiente, o Turismo de Portugal, A Câmara Municipal de Foz Côa e Ministério da Ciência.

Esta quarta-feira, em sede de audição da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, na Assembleia da República, o tema foi a base de todo o debate.

José Zilhão, o arqueólogo que coordenou a criação do parque, alertou para o risco de este entrar na lista do património mundial em perigo da UNESCO. “A situação atual é suficiente para que um cidadão, um grupo de cidadãos ou um organismo da sociedade civil requeiram a integração do PAVC na lista do Património Mundial em perigo.” O que é, acrescenta, “demasiado desprestigiante para o Estado português, tendo em conta a forma como a UNESCO apoiou o projeto”.

A presidente da comissão portuguesa do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, Maria Ramalho, defendeu ainda a apresentação de um relatório sobre o estado de conservação do parque ao Comité do Património Mundial, propondo à UNESCO a abertura de um processo para avaliar a situação.