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Este mundo já não é para “Baywatch”

d.r.

“Baywatch: Marés Vivas”, o filme inspirado na série televisiva de sucesso iniciada no final dos anos 80, estreou no passado fim de semana nas salas de cinema nos Estados Unidos. O ponteiro das vendas de bilhetes não subiu por aí além

Luís Proenças

A estreia de “Baywatch: Marés Vivas” num fim de semana alargado para os norte-americanos (segunda-feira 29 de maio foi o feriado do Memorial Day) concorreu com a 'première' de outro candidato a 'blockbuster' do ano, “Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam História”, novamente protagonizado por Johnny Deep. Na verdade, nem um, nem outro se revelam campeões de bilheteira, para princípio de conversa.

As expectativas de receita com as vendas de bilhetes para o quinto filme da sequela dos “Piratas das Caraíbas” estavam fixadas entre os 71 e os 76 milhões de euros, no chamado 'mercado doméstico' norte-americano. As projeções do total do 'box office' para a estreia apontam para 55 milhões. “Baywatch” fez ainda menos, apesar de ter a contracenar duas superpopulares estrelas de Hollywood – Dwayne “The Rock” Johnson e Zac Efron.

O filme produzido, pela Paramount, totalizou apenas 16 milhões de euros na venda de ingressos, tendo-se ficado, aliás, pelo terceiro lugar do pódio, atrás do filme da Disney/Marvel “Guardiões da Galáxia Vol.2”, em exibição há já quatro semanas.

"Baywatch: Marés Vivas" tem estreia marcada em Portugal para 20 de julho.

Bem vistas as coisas, o fim de semana alargado do Memorial Day já não é o que era no que toca às idas ao cinema. As vendas caíram 15% por comparação com o ano passado, que já tinha registado uma queda face a 2015.

“Baywatch” convoca uma mistura de escolhas que poderiam – ou poderão ainda, vir a transformá-lo num sucesso de bilheteira. Apesar da classificação etária (“R-Rated”, ou seja, filme classificado para maiores de 17 anos), o apelo junto a públicos dos escalões etários adultos e jovens adultos que seguiram a série de TV (protagonizada então por David Hasselhoff e Pamela Anderson) associado a um elenco popular e a uma narrativa ligeira e de toada cómica seriam – ou poderão vir a ser, bons alicerces para rentabilizar o investimento na produção na bilheteira e em todo o restante circuito de monetização, nomeadamente a venda de direitos para exibição na televisão e através de streaming.

A critica é, porém, pouco amiga. Owen Gleiberman escreve na “Variety” que o filme é “uma paródia, estúpida e divertida, que só poderia ser feita nos dias de hoje: uma adaptação agressiva e ‘obscena’, agressiva e ‘competente’ de uma série televisiva com 25 anos que consegue remontar todos os aspetos da série, exceto provavelmente a razão pela qual foi popular”. “Baywatch” estreia em Portugal a 20 de julho.