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Ministro da Cultura: “Salários dos funcionários públicos em Portugal são muito baixos”

tiago miranda

Castro Mendes diz que os salários da função pública em Portugal “são muito baixos” e realça que o governo aumentou os salários e as pensões mais baixas.

“Os salários em Portugal, pelo menos os salários da função pública – e eu sou um funcionário público -, são muito baixos”, afirma o ministro da Cultura, em entrevista hoje publicada no Diário de Notícias. Luís Filipe de Castro Mendes reconhece que tem pouco dinheiro no seu orçamento – “Quem não tem?” – mas realça o reforço de 19 milhões “entre o Orçamento de 2016 e o Orçamento de 2017”. “Todos andamos a fazer contas, naturalmente. Mas penso que o sinal é bom”.

“Penso que está à vista de todos os portugueses que durante este ano conseguimos obter resultados, por exemplo relativamente ao défice, superiores a todos os anos anteriores – inclusivamente dos tempos mais prósperos – e, no entanto, conseguimos aumentar salários, conseguimos aumentar pensões”, sublinha o ministro da Cultura.

“Claro, aumentámos os salários e as pensões mais baixos e, como os nossos salários são muito baixos, há pessoas que dizem: ‘Mas na minha pensão ninguém tocou’. Bom, está bem, mas é uma pensão de topo na função pública”.

Mais à frente, Castro Mendes critica os cortes cegos na Cultura feitos pelos governos anteriores. “Encontrámos os serviços desmobilizados, frustrados, sofrendo cortes e críticas, não sendo prezado o seu trabalho. OS funcionários públicos eram culpados de tudo – em geral – e havia uma desmobilização e um desgosto na estrutura administrativa na Cultura."

Sem anunciar ainda uma solução para os problemas detetados - mas antecipando que eles passam pela descentralização -, Castro Mendes posiciona-se: "Nós damos muita importância a esta estrutura administrativa, às nossas direções-gerais, aos nossos museus, aos nossos monumentos, que enfrentam grandes problemas de gestão, não apenas pelos cortes que têm mas também pelas dificuldades que este modelo administrativo perfeitamente caótico introduziu”.