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Rita Lougares substitui Pedro Lapa no Museu Berardo

Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, tem um novo diretor

Atual conservadora da museu, Rita Lougares assume a direção interina após a saída do antigo responsável

Depois de seis anos à frente da direção artística do Museu Coleção Berardo, Pedro Lapa deixa o cargo e fica na casa apenas como consultor.

Substitui o historiador de arte, a conservadora do museu Rita Lougares, por enquanto como diretora interina.

“Queremos dar oportunidade às pessoas que trabalham e que têm potencial para isso”. É assim que Joe Berardo justifica a substituição.

Do currículo da nova responsável do museu faz parte o cargo de diretora do Serviço Educativo do Museu do Design e da Moda - Coleção Francisco Capelo, ao lado de Bárbara Coutinho. Foi também Rita Lougares que organizou e teve a seu cargo a assessoria das reuniões de passagem de testemunho entre Jean-François Chougnet e Pedro Lapa como diretores do Museu Berardo.

Terminada a sua comissão de serviço, na qualidade de diretor artístico do museu, cargo que ocupava desde 1 de abril de 2011, Pedro Lapa cessou as suas funções a 2 de abril de 2017.

Ao longo dos seis anos, em que assumiu a programação artística do museu, deu especial relevo à vertente museológica apresentando a coleção em exposição permanente, dividida em dois grandes períodos 1900-1960 e 1960-2000, de forma a materializar a existência de um grande museu de arte moderna e contemporânea internacional em Lisboa.

Prestou redobrada atenção à atualidade da programação temporária, quer nas revisões históricas de um passado recente com exposições como “Hélio Oiticica. museu é o mundo” (2012), quer na implicação da história recente de Portugal em trabalhos comissionados a Stan Douglas, um dos maiores artistas da atualidade e que foram apresentados na exposição individual deste artista intitulada “Interregnum” (2015).

Com Pedro Lapa, vários artistas emergentes tiveram as suas primeiras exposições individuais mais extensas, como foi o caso de Carla Filipe “da cauda à cabeça” (2014) ou “Pedro Barateiro. Palmeiras Bravas/The Current Situation” (2015).

Mas também artistas internacionais foram convidados a apresentar importantes exposições, como Nicolás Paris com “Quatro variações à volta de nada ou falar do que não tem nome” (2015) ou Christian Marclay “The Clock” (2015).

A sua programação prestou também atenção a questões transversais às realizações artísticas da atualidade e que tiveram presença nas exposições coletivas como “No Fly Zone” (2013), “O narrador relutante” (2014), “Matter Fictions” (2016) ou “The Unfinished Conversation” (2016).

Pedro Lapa dedica-se agora a novos projetos, mantendo de futuro colaborações de natureza autoral com o Museu Coleção Berardo.