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Óscares com edição menos vista e mais longa

Desde 2008 que a cerimónia não contava com uma audiência tão baixa, desde 2007 que não era tão longa. 32,9 milhões de telespetadores assistiram à transmissão que se prolongou por 3 horas e 49 minutos

A 89º cerimónia de entrega dos Óscares, que decorreu na madrugada desta segunda-feira (domingo à noite nos Estados Unidos), foi vista por 32,9 milhões de pessoas, o que representa uma nova descida em relação ao ano anterior.

Desde 2014 que as audiências têm estado em quebra (desta feita a descida foi de 4% em relação à de 2016). Mas é preciso recuar até 2008 para se encontrar um nível de audiência inferior ao deste ano, tendo a cerimónia de então sido vista por 31,8 milhões de telespectadores.

A cerimónia foi também a mais longa dos últimos dez anos, tendo durado 3 horas e 49 minutos. Os medidores de audiência indicam contudo que, apesar disso, não houve grandes quebras ao longo de transmissão, que se mantiveram sem alterações muito significativas até ao final.

A noite seria marcada pelo engano que levou ao anúncio da atribuição do prémio de melhor filme a “La La Land”, quando na verdade a distinção foi para “Moonlight”.

  • Uma noite de Óscares na era dos factos alternativos

    Uma “gaffe” monumental nunca antes vista, que ocorreu quando, em vez de “Moonlight”, o musical “La La Land” foi erradamente dado como sendo o vencedor na categoria de Melhor Filme, acabou por assombrar uma noite que fora até ali dominada por palavras de confronto com a administração Trump. Como foi possível? Agora começam a surgir as interrogações - e as teorias da conspiração...

  • “Que se lixem os sonhos. Isto é real!” (a noite em que os óscares erraram em grande)

    Pode parar de se beliscar, porque isto é real - sim, houve uma cerimónia por vezes sensaborona, outras vezes marcada por momentos políticos arrepiantes; sim, “La La Land” recuperou vantagem e ganhou o óscar de melhor realizador e de melhor atriz; e sim, a equipa responsável pelo musical chegou a subir ao palco e a formular um discurso de vitória emocionado, depois de “La La Land” ter sido anunciado como melhor filme do ano. Mas o que parecia real, afinal, não o era - o grande vencedor da noite é "Moonlight", porque houve uma troca de envelopes e afinal foi Barry Jenkins, incrédulo, que levou o galardão para casa e prometeu apoiar quem sente que não tem apoio na América "durante os próximos quatro anos". Uma noite surreal, com reviravoltas que só podiam acontecer em Hollywood