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Mais de 100 mil visitantes passaram pela ARCOMadrid

O diretor da ARCOmadrid, Carlos Urroz, acompanhado pelo ministro conselheiro da Embaixada de Espanha em Portugal, Álvaro Sebastián de Erice y Gómez-Acebo, o diretor geral do IFEMA, Eduardo López-Puertas, e a membro do Comité Organizador da ARCOmadrid, Vera Cortês, durante a apresentação da ARCOmadrid 2017, no Palácio de Palhavã, em Lisboa

Mário Cruz / Lusa

A 36.ª edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea, ARCOMadrid, termina este domingo. A feira contou com a presença de 13 galerias portuguesas, um número que ultrapassa o do ano passado

A 36.ª edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCOMadrid), que teve a Argentina como país convidado, termina este domingo com mais de 100 mil visitantes e a verificação da “recuperação” do mercado de arte contemporânea, segundo a organização.

De acordo com o comunicado divulgado este sábado pela Feira de Madrid (IFEMA), que organiza o certame, esta edição da ARCO que se realizou na capital espanhola, permitiu-lhe ganhar “peso e reconhecimento” no panorama internacional da arte contemporânea e confirmar-se como “referência chave” no mercado de arte em Espanha e “ponto de encontro e de intercâmbio” entre a Europa e a América Latina.

A ARCOMadrid foi inaugurada na quinta-feira passada pelos reis de Espanha e pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, que se fez acompanhar da sua mulher Juliana Awada.

No dia seguinte, a conhecida galerista de arte Juana de Aizpuru, responsável pela realização da primeira Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid (ARCOMadrid), em 1982, foi distinguida na capital espanhola com a Medalha de Mérito Cultural portuguesa.

Trata-se do galardão mais importante em Portugal que se destina a reconhecer uma pessoa ou entidade pela sua dedicação ao longo do tempo a atividades de ação ou divulgação cultural, e foi entregue pelo ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, numa cerimónia à margem da edição deste ano. Juana de Aizpuru foi a mentora da ARCOMadrid e, ao longo da sua vida, tem contribuído para a promoção e a divulgação da arte contemporânea no mundo.

Treze galerias portuguesas

A 36.ª edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCOMadrid contou com a participação de 13 galerias portuguesas, ultrapassando os números do ano passado.

No programa geral da feira estiveram presentes as galerias portuguesas 3+1 Arte Contemporânea, Baginski, Cristina Guerra Contemporary Art, Filomena Soares, Graça Brandão, Pedro Cera, Vera Cortês, de Lisboa, Múrias Centeno e Quadrado Azul, que também têm sede no Porto, além da galeria Mário Sequeira, de Braga.

No programa Opening - dedicado a galerias criadas há menos de sete anos - participaram mais três galerias portuguesas: Kubik Gallery, do Porto, e os estreantes na ARCO, a Madragoa e a Pedro Alfacinha, de Lisboa.

Durante a ARCOMadrid foi igualmente feita a apresentação do projeto do escultor português José Pedro Croft, “Memória Incerta”, que constitui a representação oficial portuguesa na Bienal de Arte de Veneza, a decorrer na cidade italiana de 13 de maio a 26 de novembro, deste ano.

A segunda edição da ARCOLisboa vai realizar-se nos próximos dias 18 a 21 de maio, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, tendo o diretor a feira internacional de arte da capital espanhola, Carlos Urroz, dito à agência Lusa que vai ser “um sucesso ainda maior” do que em 2016. Urroz assegurou que este ano haverá “mais galerias e um programa de atividades muito interessante”, sem revelar mais detalhes.

A primeira edição da ARCO Lisboa, que decorreu de 26 a 29 de maio do ano passado, contou com mais de 12.800 visitantes e a presença de 45 galerias de oito países, 18 delas portuguesas, segundo a organização.