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Angelina Jolie filmou resistência aos Khmer Vermelhos

NO SET. Angelina Jolie comandou as operações no local, sob o olhar do filho Pax Jolie-Pitt (ao centro), e a partir da história da escritora e ativista Loung Ung

d.r.

A nova longa-metragem de Angelina Jolie foi filmada no Camboja e retrata a história de desespero de uma família durante o regime dos Khmer Vermelhos

Primeiro veio a emoção de uma leitura, depois criou-se uma amizade e agora chegou a altura de darem a conhecer o primeiro grande projeto comum. Loung Ung sobreviveu ao regime dos Khmer Vermelhos e escreveu as suas duras memórias em “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, publicando o seu duro livro pela primeira vez em 2000. Angelina Jolie leu-o, interessou-se pela história e tornou-se amiga da ativista e escritora cambojana, propondo-lhe que adaptassem a história e a tornassem num filme.

“First They Killed My Father” (“Primeiro Mataram o Meu Pai”), realizado por Angelina Jolie, é uma homenagem aos que faleceram e aos que resistiram ao regime repressivo e centra-se na história de uma família cambojana real. A adaptação cinematográfica das memórias de Loung Ung — desde os 5 anos de idade, altura em que os Khmer Vermelhos subiram ao poder, e até aos seus 9 anos — mostra, de acordo com a produção, “o indomável espírito e devoção de Loung e da sua família enquanto lutam para se manterem unidos”.

d.r.

A produção da longa-metragem decorreu integralmente no Camboja ao longo de quatro meses (entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016), é falada em Khmer, e contou com mais de 3500 atores cambojanos na equipa. No filme, que estará disponível em streaming no Netflix, juntam-se a Angelina Jolie o realizador e produtor cambojano Rithy Panh — autor do nomeado aos Óscares “The Missing Picture” — e Michael Vieira (de “By the Sea”). A data de estreia ainda não foi anunciada.