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“Lisboa Global”. Uma polémica local?

Marcos Borga

Na inauguração da exposição “A Cidade Global – Lisboa no Renascimento” foram poucos os que disseram dar importância à polémica e até mesmo os que sabiam do que se falava

O Museu Nacional de Arte Antiga inaugurou, esta tarde de quinta-feira, a exposição "A Cidade Global — Lisboa no Renascimento". Depois da polémica que envolveu três quadros quem por ali passou embora não estivesse indiferente parecia mais interessado nos quadros e numa Lisboa antiga.

Em causa está um artigo publicado no Expresso onde João Alves Dias disse que o quadro "Rua dos Mercadores" é "um quadro forjado no século XX a imitar o passado". Quem se passeava junto do quadro olhava-o com atenção a comentar os pormenores que podem fazer dele real ou réplica. Ao Expresso diziam não saber do que se tratava, ser uma questão sem importância ou davam garantias de autenticidade com o olhar. Também o “Chafariz D’El Rei” levantou suspeitas aos historiador que diz ser uma continuação de dois outros.

Logo na primeira sala da exposição estão os quadros que têm feito desta exposição uma das mais faladas dos últimos tempos. Luís Filipe Castro Mendes, Ministro da Cultura, que esta semana disse ao Expresso estar a "assistir com muito interesse e grande paixão" a esta discussão académica. Garantiu hoje, no final da exposição em conversa com o Expresso, que “já começaram a ser feitos exames”, mas que “o recurso ao exame laboratorial implica uma autorização dos proprietários das obras” e, por isso, “só se for necessário”. Acrescentou ainda “Que a exposição não deve ser reduzida aquelas pinturas” e que depois ler as duas correntes tem a certeza que as obras são verdadeiras. Acredita ainda que a autenticidade das obras é uma questão técnica que perante uma “exposição excelente” devem estar em segundo plano.

O Expresso acompanhou a inauguração e conta a história esta sexta-feira no Diário.