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Ministro da Cultura já pediu exame laboratorial às “obras suspeitas”

Luís Filipe Castro Mendes diz que já foi pedida autorização aos proprietários dos quadros, “Chafariz D'el Rei” e “Rua Nova dos Mercadores” para analisar em laboratório a sua datação. O ministro quer que a polémica seja esclarecida. E defende que a exposição que integram, “Cidade Global”, no Museu Nacional de Arte Antiga, não se limita a estes dois trabalhos

"Já pedimos para que fossem feitas análises aos dois quadros. Estamos à espera da autorização dos proprietários das mesmas para podermos seguir em frente e determinar a datação de ambas as obras", diz ao Expresso Luís Filipe Castro Mendes.

O ministro da Cultura diz que está a "assistir com muito interesse e grande paixão" ao debate académico que esta polémica tem levantado. Castro Mendes defende ainda que Ramada Curto, acredita na falsidade das obras, "é um historiador que respeito, mas não um historiador de arte, como Vítor Serrão, que garante a autenticidade das mesmas".

O ministro frisa que o "tira teimas" será feito com a análise em laboratório", de que o diretor do Museu de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, se está a encarregar de levar a cabo. E defende que a exposição "Cidade Global" "mostra 250 peças e que não se pode limitar a dois quadros que estão sob suspeita". "Não se pode fazer disso o centro das atenções desta mostra".

Ainda questionado pelo Expresso, Castro Mendes explicou que os atrasos e sucessivos adiamentos da inauguração da mostra se prenderam exclusivamente com o facto de que a "autorização para exibição dos quadros pedida aos colecionadores ter vindo tarde", tendo chegado quase no fim do ano. "Tivemos ainda de tratar dos seguros e dos transportes, o que demorou tempo", explica o ministro.