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Série original “Carpool Karaoke” estreia em abril na Apple Music

VIAGEM CONJUNTA. Tim Cook, CEO da Apple (esq.), com o “entertainer” James Corden

d.r.

E pronto. Já se sabe. A Apple vai disponibilizar a primeira série televisiva (através do serviço Apple Music) com a chegada da primavera

Luís Proença

Os planos apontam para abril, ainda que não tenha sido revelado qual o dia exato. E o papel principal que assinala a entrada histórica do gigante da tecnologia nos conteúdos audiovisuais é o super popular “Carpool Karaoke”, nado e criado como um segmento de programação emitido no “The Late Late Show with James Corden” na CBS e que alcançou medalha de ouro entre os vídeos mais vistos no YouTube em todo o mundo no ano passado.

Trata-se aqui de uma série original, guionada, produzida e gravada de raiz pela CBS sob encomenda da Apple. As linhas mestras da estratégia da Apple para desbravar o novo território foram agora publicamente apresentadas pelo responsável máximo dos conteúdos da empresa, Eddy Cue, durante a Recode Media Conference. O formato desta série do “Carpool” foi redesenhado e enriquecido. “Vai juntar pares únicos de celebridades em cada episódio, como John Legend com Alicia Keys ou Bill Eichner com os Metallica. Corden aparece num episódio em dupla com Will Smith em que a filmagem revela a adaptação do conceito (cantar dentro de um carro em movimento), já que os dois aparecem depois num helicóptero a interpretar ‘I Believe I Can Fly’”, desvendou Cue. Ora, levante-se aqui o véu:

“Carpool Karaoke” – a série original, não vem sozinha no correr dos panos. Ainda sem qualquer espécie de indicação acerca do mês de lançamento, por certo que venha a ser igualmente na primavera, surge a segunda estreia: “Planet of the Apps”. É um programa de entretenimento, numa mecânica semelhante aos concursos de empreendedorismo, em que projetos de aplicações digitais são postos à avaliação de quatro jurados através de um “pitch” em palco que abre portas à discussão sobre as forças e fraquezas de cada ideia. No júri podemos ver Gwyneth Paltrow e Jessica Alba em papéis que não lhes serão automaticamente reconhecidos. Ao ver o trailer promocional percebe-se num instante:

Os primeiros conteúdos estão a um par de meses de chegar aos subscritores do serviço de streaming Apple Music e a curiosidade sobre os próximos passos e a estratégia da Apple deu origem a uma barragem de perguntas a Eddy Cue, que se reservou nas respostas. “Não sei, daqui a quatro anos, onde estaremos em relação a isto.” Quanto à dúvida insistente sobre se a Apple se prepara para comprar um dos grandes estúdios de Hollywood, Cue esclarece que estão “a tentar coisas diferentes. A que velocidade vão crescer e até onde chegarão ainda está para ver”.

As reservas e cuidados de Eddy Cue sobre o futuro da Apple no universo dos conteúdos tornou-se ainda mais evidente quando foi desafiado a comparar este negócio agora em lançamento com a Netflix, esclarecendo que a Apple não está nesta altura a considerar rápidas e expressivas aquisições ou licenciamentos. Pelo contrário, está “a tentar ir pela criatividade que move a cultura, à qual a Apple está a acrescentar algum valor”.