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“Ensaios e Artigos” de Agustina Bessa-Luís apresentado na Gulbenkian

Agustina Bessa-Luís fotografada numa conferência em 2005

Sérgio Granadeiro

O livro, que reúne textos que a escritora publicou ao longo de mais de 50 anos na imprensa, é apresentado esta segunda-feira

Os textos que a escritora Agustina Bessa-Luís publicou na comunicação social ao longo de mais de 50 anos estão reunidos numa obra em três volumes que será apresentada esta segunda-feira em Lisboa.

“Ensaios e Artigos (1951-2007)”, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian, reúne mais de mil artigos e conta com um prefácio do ex-diretor dos semanários Expresso e Sol José António Saraiva, de acordo com informação divulgada pelo Círculo Literário Agustina Bessa-Luís.

A obra será apresentada esta segunda-feira em Lisboa, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, e no Porto, na sexta-feira, na biblioteca da Fundação de Serralves.

As apresentações estarão a cargo de José António Saraiva, da escritora Lourença Baldaque e da artista plástica Mónica Baldaque, respetivamente neta e filha de Agustina Bessa-Luís.

Em dezembro de 2015, foi publicado um livro inédito que reuniu crónicas radiofónicas de Agustina Bessa-Luís, transmitidas entre 1978 e 1979, no programa “Crónica da manhã”, na RDP. As crónicas foram emitidas de 6 de outubro de 1978 a 23 de fevereiro de 1979, eram gravadas na RDP Norte, e transmitidas à sexta-feira.

Nos últimos anos têm vindo a ser publicados vários inéditos da autora de “A Sibila”, nomeadamente cinco manuscritos da década de 1960 que fazem parte do volume “Elogio inacabado”, editado em agosto de 2015, pela Fundação Calouste Gulbenkian.

O primeiro livro de Agustina Bessa-Luís, “Mundo Fechado”, data de 1948. Desde então a escritora publicou ficção, ensaios, teatro, crónicas, memórias, biografias e livros para crianças.

Várias obras suas foram adaptadas ao cinema por realizadores como Manoel de Oliveira (“Fanny Owen”, “Vale Abraão”) e João Botelho (“A Corte do Norte”).
O romance “A Sibila”, publicado há 60 anos, valeu-lhe os prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz, os primeiros de uma lista de vários galardões, entre os quais o de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores, em 1983, pela obra “Os meninos de ouro”, e que voltou a receber em 2001, com “Joia de família”.