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MAAT: visitas à borla acabam no domingo

GONÇALO ROSA DA SILVA

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia reabre com novas exposições a 21 de março e as entradas a custar cinco ou nove euros, conforme o percurso que o visitante queira fazer

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Belém, encerra a 6 de fevereiro para reabrir a 21 de março, com exposições na totalidade do edifício e entradas pagas, indicou esta terça-feira à agência Lusa fonte da Fundação EDP.

Contactado pela agência Lusa, o administrador executivo e diretor-geral da Fundação EDP, Miguel Coutinho, explicou que o encerramento servirá para "proceder à instalação das novas exposições que vão decorrer em todas as salas, e fazer algumas pequenas reparações no edifício, que já estavam previstas".

A 21 de março, segundo o responsável, as entradas passarão a custar nove euros, para a visita aos dois espaços museológicos, ou cinco euros, caso o visitante queira entrar apenas na Central Tejo ou no novo edifício do MAAT.

Vai também ser criado um cartão anual de membro do MAAT, com um custo de vinte euros, com entrada livre para todas as exposições, e um acompanhante.

Situado na margem do rio Tejo, em Belém, o novo museu da Fundação EDP inaugurou, a 05 de outubro do ano passado, parte do espaço expositivo, numa primeira fase de abertura do edifício projetado pelo ateliê AL_A, da arquiteta Amanda Levete.

Nesse dia, mais de 60 mil pessoas visitaram o complexo museológico, que reúne a Central Tejo e o MAAT, mas o acesso foi problemático, devido à falta de segurança da ponte pedonal existente sobre a via-férrea, junto novo Museu dos Coches, vizinho.

"A nova ponte pedonal já tem a obra adjudicada, e contamos que esteja a funcionar - ligando o topo do edifício do MAAT ao outro lado da linha do comboio - até maio deste ano", indicou Miguel Coutinho à Lusa.

De acordo com o diretor-geral da Fundação EDP, o MAAT reabrirá a 21 de março com uma exposição sobre o tema "Utopia/Distopia", com obras de arquitetos e artistas plásticos portugueses e estrangeiros.

Na sala oval do novo edifício, no dia 22 de março, é inaugurada uma 'instalação/performance' do artista mexicano Hector Zamora, intitulada "Ordem e Progresso".

Antes, a 08 de fevereiro, são inauguradas duas exposições na Central Tejo: "Dimensões Variáveis", que conjugam artistas e arquitetos, e uma exposição do fotógrafo José Maçãs de Carvalho.

Questionado sobre o valor disponível da Fundação EDP para a programação na Central Tejo e no MAAT, Miguel Coutinho disse que será de dois milhões de euros anuais, com cerca de 18 exposições previstas para 2017.

Além da ponte pedonal, o campus da Fundação EDP em Belém vai incluir um jardim que deverá estar concluído até maio: "Vamos começar a plantar 300 árvores, e cerca de 30 mil arbustos. Vai ser o maior espaço verde junto ao rio, e o jardim deverá estar concluído em abril ou maio. Será um novo polo de lazer para os lisboetas", comentou.

Sobre a nomeação do MAAT para o Prémio Mies van der Rohe, da Comissão Europeia, anunciado na segunda-feira, Miguel Coutinho disse que "é um orgulho e um motivo de satisfação, não só para a Fundação EDP, mas para a cidade de Lisboa, e todos os portugueses".

"Vem na sequência de uma onda muito favorável da imprensa internacional, relativamente ao MAAT e ao campus da EDP", acrescentou.

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado um dos galardões de maior prestígio na área da arquitetura.

O MAAT está entre os quatro projetos finalistas construídos em Portugal, ao lado da Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos, a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira.

O novo edifício do MAAT - com sete mil metros quadrados - vai estar inserido numa área total de 38 mil metros quadrados, que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo.

A Central Tejo - central termoelétrica que foi propriedade das antigas Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), na base da atual EDP -, abasteceu de eletricidade toda a cidade e região de Lisboa, de 1909 a 1951, tendo continuado a funcionar, como central de reserva, até 1972.