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Morreu Babette Cole

“A mamã que pôs um ovo” e a “A princesa espertalhona” são algumas das obras famosas da escritora britânica, que faleceu aos 67 anos

A escritora britânica Babette Cole, que publicou mais de uma centena de livros para a infância, morreu no sábado, aos 67 anos, revelou o editor da Mabecron Books, Ron John.

Descrita pelo editor como “completamente irreverente e que adorava desafiar a autoridade”, Babette Cole conta, entre os sucessos literários, os livros “A mamã que pôs um ovo” e “A princesa espertalhona”, ambos publicados em Portugal.

O primeiro, que tenta explicar de forma humorística como são feitos os bebés, está traduzido em mais de setenta línguas e vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares em todo o mundo, segundo contas feitas no site da escritora.

“A princesa espertalhona”, publicado em 1986 e no qual a autora subverte os contos de fadas de princesas que vivem felizes depois de casarem com um príncipe encantado, soma 35 mil exemplares vendidos a nível internacional.

Nascida em 1950, na ilha britânica de Guernsey, Babette Cole trabalhou em programas infantis para a BBC, desenhou para outros autores até ter iniciado, na década de 1970, um percurso literário em nome próprio marcado pelo sentido de humor, irreverência e crítica ao que é politicamente correto quando se fala em escrita e ilustração para crianças.

Além daqueles dois títulos, em Portugal estão também publicados “Manual dos rebentos para uso dos pais”, “Amor-perfeito”, “Cupido” e “A mamã nunca me disse”.

Entre outros sucessos da autora, inéditos em Portugal, estão “Tarzanna”, “The trouble with mum”, a série Nungu e “A dose of doctor dog”.

Em 2015 ilustrou uma nova edição de “Os cinco na ilha do tesouro”, de Enid Blyton.