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George Michael: Um samaritano tranquilo?

George Michael

Getty Images

O cantor terá doado dinheiro e trabalhado com instituições de apoio social de forma anónima. Há ainda quem conte como ele ajudou estranhos que estavam com dívidas

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O cantor George Michael, que morreu este domingo, dia de Natal, aos 53 anos, ficou conhecido pela sua carreira enquanto artista e também por alguns aspectos da sua vida pessoal, como o consumo de drogas ou a homosexualidade. Mas há um lado da sua vida que terá passado despercebido e que está agora a ser revelado.

Segundo um artigo publicado no site Mashable, George Michael seria um bom samaritano tranquilo e recatado que fez muito por todo o tipo de pessoas e instituições, desde estranhos com dívidas, passando pelas enfermeiras do Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra ou a comunidade LGBT.

A informação vem de várias publicações que surgiram no Twitter na segunda-feira, no dia a seguir à morte do cantor, de personalidades que tomaram conhecimento directo dessas boas ações.

Uma delas é o apresentador de televisão e produtor britânico, Richard Osman, que escreveu que “uma mulher que foi ao programa ‘Deal or No Deal’ disse que precisava de 15 mil libras para um tratamento de fertilização in vitro. O George Michael ligou no dia a seguir e deu-lhe as 15 mil libras”.

Outra é de uma jornalista do The Guardian, Sali Hughes, que contou: “Escrevi um artigo há muitos anos sobre uma celebridade que tinha dado uma gorjeta de cinco mil libras a uma empregada de bar porque ela estava a estudar para enfermeira e estava com dívidas. Foi o George Michael.

Aliás, George Michael terá feito muitas boas ações pelas enfermeiras de um modo geral, principalmente depois delas terem ajudado a tomar conta da sua mãe, que morreu de cancro em 1997. E terá ainda oferecido bilhetes grátis para outros dos seus concertos.

Outras histórias falam de boas ações para os sem abrigo como a de Emilyne Mondo que conta: “George Michael trabalhou anónimo num abrigo onde eu era voluntária. Eu nunca disse a ninguém porque ele pediu para não dizermos. Era assim que ele era”. Ou ainda para as crianças a quem terá doado milhões de libras.

“Durante anos ele foi o mais extraordinário e generoso filantropista, doando dinheiro à Childline [uma instituição que recebe chamadas de crianças em apuros de forma anónima]. Mas ele estava determinado a que a sia generosidade não fosse pública, para que ninguém de fora soubesse quanto é ele tinha doado às crianças mas vulneráveis. Acho que todos temos memórias de músicas dos Wham ou do George Michael que nos dizem algo. Mas certamente que, para as crianças britânicas ele significou muito mais”, disse a fundadora da instituição, Esther Rantzen, em declarações à Associated Press, aqui citadas pelo Mashable.

Por fim, há também relatos de doações de dinheiro para fundos que apoiam adultos e crianças com deficiências e ainda, de uma forma mais pública, para a instituição de apoio aos doentes de SIDA chamada Terrence Higgins Trust e ainda para a Band Aid and Live Aid, que angariava dinheiro contra a fome.