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(#5) “The OA”, a série que é uma sigla e um segredo bem guardado

JoJo Whilden/Netflix

“The OA” é uma das mais recentes séries da Netflix e, pouco tempo depois da estreia, já é considerada uma das melhores. Nesta semana de Natal e depois na de Ano Novo, escrevemos sobre as séries que mexeram com 2016 e as que vão abanar com 2017

Desengane-se quem acha que estamos perante um novo “Stranger Things”. Calma, não se trata da mesma coisa nem de mais do mesmo. “The OA” é completamente diferente de tudo o que já vimos no Netflix. A nova série do serviço de streaming (mais uma boa surpresa que estreou sem ser anunciada) até pode não ter chegado às massas, mas não será por isso que deixa de receber o devido destaque. Há séries que demoram algum tempo a entrar nos hábitos de consumo dos telespectadores e talvez seja o caso desta “The OA”.

Composta por oito episódios, a nova criação de Brit Marling e Zal Batmanglij conta-nos a história de uma jovem cega que desaparece aos vinte anos e que reaparece sete anos depois. O seu nome é Prairie Johnson (Brit Marling) e a cegueira fazia parte de si quando desapareceu, mas já não faz. A visão restaurada é apenas uma das diferenças de uma jovem misteriosa que nos vai enfeitiçar.

JoJo Whilden/Netflix

Será o seu reaparecimento um milagre ou estará em causa um fenómeno paranormal? Em “The OA”, a incerteza é a única certeza e isso não é necessariamente mau. É até muito bom. Para não estragar a surpresa — queremos mesmo que veja a série e perceba depois do que se trata —, também não vamos revelar o que significa a sigla pela qual Prairie é agora conhecida. Desde o reaparecimento que Prairie se mantém em silêncio sobre o que lhe aconteceu e não revela os segredos que carrega a ninguém. Nem ao FBI, chamado a resolver o caso, nem aos próprios pais.

Além de Brit Marling, que co-assina a série com Zal Batmanglij, o elenco inclui nomes como Emory Cohen, Scott Wilson, Phyllis Smith, Jason Isaacs, Alice Krige, Patrick Gibson e Brendan Meyer. A produção executiva está a cargo de Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Sarah Esberg, da produtora Plan B, e Michael Sugar, da Anonymous Content.