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Dias e noites no deserto Mojave. Parte I

Estúdio americano Rancho de La Luna, em Joshua Tree

Novo disco de Legendary Tigerman está a ser gravado no mítico estúdio Racho de La Luna, cravado no deserto da Califórnia. E o Expresso está lá a acompanhar tudo, nos bastidores

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A pouco mais de quatro horas de Los Angeles - uma parte delas perdidas no pára-arranca ao longo da autoestrada - Joshua Tree, a povoação, é a antítese da cidade que vive em Hollywood constante.

Aqui, no meio do nada, manda o silêncio. Ou quase. A avenida principal, à beira da estrada é iluminada por motéis e bares onde se canta música country e onde se refugiam os locais para se aquecerem do frio.

Joshua Tree é também o nome de um cato selvagem do tamanho de uma árvore que ali domina a paisagem. É o símbolo da vida que floresce a custo no deserto na Califórnia. À noite, porém, a vida parece oculta em redor deste parque natural. O silêncio é quebrado algures numa vivenda de madeira que esconde o mítico estúdio de David Catching, um dos Eagles of Death Metal, banda rock dos homens de barba rija que atuavam na sala de espetáculos Bataclan, em Paris, quando aconteceu a tragédia que enlutou a Europa.

Saltemos no tempo pois as memória negras não são para aqui chamadas.

Presente. Dezembro, vésperas de Natal. No interior do estúdio californiano, acolhedor como uma casa de família e onde em vez de brinquedos há guitarras, pianos, amplificadores e uma sala de gravação, Paulo Furtado, aka Tigerman, e os seus amigos Paulo Segadães e João Cabrita, finalizam uma das músicas do sucessor de 'True', disco lançado em 2014. Soa bem, tem inspiração mariachi, e mais não revelamos para não estragar a surpresa, pelo menos para já.

O silêncio já foi quebrado.