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Marcelo destaca prémio “justíssimo” para “personalidade ímpar”

JOSÉ COELHO/ Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa disse estar “muito alegre, muito feliz, como cidadão, como académico e como Presidente da República” pela atribuição do Prémio Pessoa a uma “personalidade marcante na universidade portuguesa e na cultura portuguesa”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, demonstrou esta sexta-feira satisfação pela atribuição do Prémio Pessoa ao escritor e filólogo Frederico Lourenço, definindo a distinção como um prémio “justíssimo” a uma “personalidade ímpar”.

“Fico muito alegre, muito feliz, como cidadão, como académico e como Presidente da República”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Lisboa, comentando a distinção à margem de uma visita ao grupo ETE, ligado à economia do mar.

E continuou, sempre num tom elogioso para com o laureado: “Trata-se de uma personalidade ímpar na nossa cultura, trata-se de uma obra também ímpar. As pessoas das mais diversas sensibilidades, religiões, culturas, consideram que é uma obra marcante, e Frederico Lourenço é de facto uma personalidade marcante na universidade portuguesa, na cultura portuguesa”.

O escritor e filólogo Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa, que distingue uma personalidade com intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país, foi esta sexta-feira anunciado pelo júri, em Sintra.

No ano passado, foi distinguido Rui Chafes, o primeiro escultor a receber o galardão.

Frederico Lourenço, professor universitário, conhecedor das literaturas clássicas, tradutor de Homero, publicou este ano o primeiro volume da nova tradução da Bíblia Grega, “Septuaginta”, o primeiro volume de uma série de seis, com os quatro Evangelhos canónicos, de Mateus, Marcos, Lucas e João.

O Prémio Pessoa, que distingue há 30 edições uma personalidade de nacionalidade portuguesa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa anual do jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

O júri do Prémio Pessoa 2016 foi constituído por Francisco Pinto Balsemão (presidente), António Domingues (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Mário Soares, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques.

O galardão é concedido anualmente “a uma pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período, e na sequência de uma atividade anterior, tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país”, segundo o regulamento.