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Cultura

Editor salienta “dedicação e sensibilidade” de Frederico Lourenço

Tiago Miranda

Francisco José Viegas, editor da Quetzal, considera que esta distinção irá “certamente” chamar à atenção para as culturas clássicas, cujo estudo “temos desprezado”

O editor Francisco José Viegas, da Quetzal, chancela que publica Frederico Lourenço, disse à agência Lusa que o Prémio Pessoa atribuído ao autor, valoriza um trabalho que tem desenvolvido com “grande dedicação, empenho e sensibilidade”.

“É um prémio que nos enche de alegria, que é para uma pessoa que, ao longo de anos e anos, desenvolveu um trabalho absolutamente notável com grande dedicação, empenho e sensibilidade para a divulgação das letras clássicas, raiz da nossa da cultura”, afirmou à agência Lusa Francisco José Viegas.

O editor referiu-se a Frederico Lourenço como um autor - poeta, ficcionista, ensaísta e tradutor - “absolutamente notável, um autor de primeira linha e um grande tradutor”, tendo referido a tradução diretamente do grego clássico da “Bíblia Grega”, cujo próximo volume será publicado em março de 2017.

Esta distinção irá “certamente” chamar à atenção para as culturas clássicas, cujo estudo “temos desprezado”, disse Francisco José Viegas à agência Lusa.

“Acho que nós temos desprezado o conhecimento das culturas clássicas, e o trabalho, a dedicação e a paixão que o Frederico [Lourenço] coloca nessa divulgação, são fundamentais, e podem inspirar outras pessoas para esse conhecimento e para o regresso da cultura clássica à nossa escola”, afirmou.

Referindo-se à tradução da Bíblia Grega, ou a “Septuaginta”, cujo primeiro volume saiu em setembro passado, Francisco José Viegas afirmou que “pode fazer interessar muitas outras pessoas pelo texto bíblico na íntegra, sem prisões, sem preconceitos, sem peias, é muito importante”.

O editor assinalou ainda o interesse do público por este projeto, cujos próximos dois volumes são publicados em março e novembro de 2017.

O escritor e filólogo Frederico Lourenço venceu a edição de 2016 do Prémio Pessoa, que distingue uma personalidade com intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país, foi hoje anunciado pelo júri, em Seteais, em Sintra.