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Distinção a Frederico Lourenço é “absolutamente justa”, diz o escultor Rui Chafes

Rui Chafes sublinhou o “comportamento isento e exemplar” do Prémio Pessoa e destacou o trabalho de Frederico Lourenço em prol das culturas clássicas

O escultor Rui Chafes, distinguido no ano passado com o Prémio Pessoa, afirmou que a atribuição este ano ao escritor e filólogo Frederico Lourenço é “absolutamente justa” e qualificou a escolha do júri como “fantástica”.

“Acho absolutamente justa e extraordinária [esta atribuição] e mantém mais uma vez a integridade deste Prémio, que, ao longo dos anos, tem vindo a ter um comportamento isento e exemplar”, afirmou Rui Chafes à agência Lusa.

Rui Chafes destacou o trabalho de Frederico Lourenço em prol das culturas clássicas, “que estão sempre presentes, por isso é que são clássicas, simplesmente as pessoas ignoram que grande parte da sua própria cultura se baseia numa coisa que já existe, numa grande memória coletiva”.

“As culturas clássicas não podem ser esquecidas, e pessoas como Frederico Lourenço, de facto, são essenciais para manter essa chama viva”, disse o artista plástico que se manifestou “muito contente por Frederico Lourenço ir receber o Prémio Pessoa”.

O Prémio Pessoa foi atribuído, na sua 30.ª edição, ao escritor e filólogo Frederico Lourenço, sobre o qual o júri realçou como “traço singular” ter oferecido “à língua portuguesa as grandes obras de literatura clássica”.

A distinção “constitui um exemplo de disciplina, capacidade de trabalho e lucidez intelectual no elevado plano dos estudos clássicos e humanísticos, parte fundamental da vida cultural e científica dos países desenvolvidos”, salientou o presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.

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