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Cultura

Helen Marten vence Prémio Turner

Helen Marten junto a uma das suas obras

EDDIE KEOGH/REUTERS

Considerada uma das mais talentosas novas artistas do Reino Unido, Helen Marten venceu a edição de 2016 do Prémio Turner, no valor de 25 mil libras

Foi um veredicto rápido. Em apenas duas horas e meia, o júri do Turner Prize, um prémio atribuído anualmente a um artista com menos de 50 anos que viva ou trabalhe no Reino Unido, decidiu distinguir as obras compósitas de Helen Marten, uma das quatro finalistas, juntamente com Anthea Hamilton, Josephine Pryde e Michael Dean. O anúncio foi feito ao início da noite de segunda-feira.

Em nome do júri, que inclui vários curadores britânicos e directores de museus estrangeiros (um alemão e um holandês), Alex Farquharson, director da Tate Britain, em Londres, onde os trabalhos dos finalistas ficarão expostos, até 2 de Janeiro, resumiu desta forma os méritos da vencedora: “Ficámos impressionados pela complexidade das suas obras, pela espantosa qualidade formal, pelo uso de materiais e técnicas muito diversos. As peças reflectem a experiência do mundo em tempo real, a sua aceleração, especialmente sob a influência da internet.”

Helen Marten cria por acumulação de elementos (pequenos objectos que aparentemente não combinam uns com os outros), criando camadas de significado que o visitante é obrigado a reconstituir, com a paciência de um geólogo. Segundo Farquharson, o modo como Marten dispõe os seus objectos, formas e imagens, é similar ao modo como os poetas utilizam a linguagem. “Não é possível explicar estas criações com um soundbyte. Se fossem uma frase, seriam uma frase muito longa, uma frase proustiana.”

Aos 31 anos, a cotação de Marten tem subido de forma vertiginosa. Antes da consagração desta noite, já conseguira expor na prestigiada Serpentine Gallery, em Londres, com elogios entusiásticos da crítica especializada, e arrebatou, há menos de um mês, a edição inaugural do Prémio Hepworth, dedicado à escultura.