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Morreu Carlos Santos, o ator que um dia foi Rosa Casaco

Estreou-se profissionalmente em 1963 e em 2012 encarnou o agente da PIDE envolvido no assassinato do general Humberto Delgado no filme “Operação Outono”, de Bruno Almeida. Ia casar em dezembro

Carlos Santos

Carlos Santos

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O ator Carlos Santos, de 79 anos, morreu no domingo no Hospital de Faro, disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte próxima da família.

O ator, que teve uma das últimas distinções no desempenho do PIDE Rosa Casaco, no filme "Operação Outono", de Bruno Almeida, morreu na sequência de um pós-operatório traumático, depois de sido submetido a uma intervenção cirúrgica na coluna cervical.

O corpo do ator vai estar em câmara ardente na Capela dos Claustros da Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 17h desta segunda-feira.

O funeral realiza-se às 16h de quarta-feira para o cemitério do Alto de S. João, onde o corpo será cremado, disse à Lusa fonte próxima do ator.

O ator, que se estreou profissionalmente em 1963, ia casar em dezembro com a atriz Amélia Videira.

A série "Terapia" foi dos seus últimos trabalhos em televisão.

O desempenho no filme "Operação Outono", sobre os últimos dias do general Humberto Delgado, valeu a Carlos Santos o prémio de melhor ator de cinema da Sociedade Portuguesa de Autores e o prémio Sophia para melhor ator, da Academia Portuguesa de Cinema, em 2013.

No cinema, Carlos Santos trabalhou com Luís Filipe Rocha, António de Macedo, Joaquim Leitão, José Fonseca e Costa e Leonel Vieira.

Também fez parte do elenco do derradeiro filme de Fernando Lopes, "Em Câmara Lenta".