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(A cores e) ao vivo no YouTube

d.r.

Se tudo correr tudo conforme o planeado, o YouTube entra no negócio da televisão em direto já no início do próximo ano

Luís Proença

É, na verdade, o que falta para fechar o arco maior, atingir o quase pleno da oferta mais diversificada de géneros de conteúdos vídeo, ficando muito perto de completar o baralho da satisfação de milhões e milhões de espectadores, sobretudo mais jovens e ativos, que começaram por ganhar o hábito de ir ao YouTube espreitar, e comentar, os vídeos de curta duração, há não tantos anos como isso.

A popularização e massificação de consumo do YouTube pode ter começado com os pequenos filmes caseiros de cães e gatos fofinhos, quedas inusitadas e tanto mais carregado de viralidade, mas a plataforma digital do Google vem subindo andares na diversificação e sofisticação. Perante a explosão da oferta da subscrição por catálogo, muito concentrada em séries televisivas e filmes, em regime de “streaming” pela internet dinamizada pela Netflix, Amazon Prime Video, Hulu, etc., o YouTube chegou-se e entrou também no território do Over The Top TV (OTT), tendo lançado o serviço de subscrição pago YouTube Red.

No ano que vem, o YouTube entra também no campeonato da televisão em direto com o YouTube Unplugged, antevendo-se um ciclo em fecho com este movimento em direcção à televisão tradicional. De acordo com o “Wall Street Journal”, há um acordo já estabelecido com a CBS que permitirá ao YouTube vir a transmitir programação em direto dos diversos canais detidos pelo grupo. Também outras cadeias de televisão norte-americanas estão a negociar acordos de venda de direitos de transmissão como a 21st Century Fox, ABC-Disney e NBCUniversal.

d.r.

A plataforma digital do Google não entra, porém, a solo na transmissão de programação em direto através da esteira da internet nos Estados Unidos. A Hulu está igualmente focada em dar salto para vir a disponibilizar programação “live”, através da rede, já no princípio de 2017. Nesta corrida entre os distribuidores de origem digital para a oferta de televisão em direto, a Hulu estará na dianteira, tendo já acordos assinados para a distribuição de pacotes de programação em direto com muitos dos canais de televisão norte-americanos, alguns dos quais com participações diretas no capital social da OTT.

Só os conglomerados Disney e 21st Century Fox vão fornecer programação ao vivo das marcas ABC, ESPN e FOX, num total de 35 canais individualizados que são difundidos sob o guarda-chuva destas três grandes marcas. Desta feita, a cessação dos contratos de subscrição com os distribuidores de televisão por cabo nos Estados Unidos poderão vir a sofrer um dos maiores reveses.

Para dispor de uma oferta de um número de canais de televisão por cabo, os subscritores norte-americanos pagam quatro a cinco vezes mais por mês do que os portugueses. A Hulu vai igualmente disponibilizar programação em direto da CNN, TBS e TNT – canais do grupo Warner Bros que adquiriu uma quota de 10% da Hulu n verão passado. Ainda não chegou à pantalha, mas corre que a subscrição da Hulu pode vir a ficar pelos 37,7 euros por mês, para aceder ao catálogo e à novel programação em direto.