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Paulo Ribeiro é o novo diretor da CNB e Luísa Taveira passa a administradora do CCB

O bailarino e coreógrafo, que foi o último o diretor do Ballet Gulbenkian, de 2003 a 2005, ano da sua extinção, sucede a Luísa Taveira. A diretora cessante regressa ao Centro Cultural de Belém para ser vogal da administração, ocupando o lugar de Miguel Leal Coelho

Cristina Margato e Claudia Galhós

Paulo Ribeiro, novo diretor da Companhia Nacional de Bailado

Paulo Ribeiro, novo diretor da Companhia Nacional de Bailado

Luís Barra

Luísa Taveira é a nova administradora do Centro Cultural de Belém (CCB), sucedendo a Miguel Leal Coelho, que ocupava o cargo desde a morte de Vasco Graça Moura. Paulo Ribeiro assume a direção da Companhia Nacional de Bailado (CNB). A notícia foi confirmada ao Expresso por fontes próximas.

Luísa Taveira estava na CNB desde 2010, e foi responsável pela programação de Faro Capital da Cultura em 2005. É natural do Porto e começou a estudar dança aos nove anos. Fundou o Grupo Experimental de Bailado no Porto, em 1974. Um ano depois, entra na Upper School do Royal Ballet em Londres como bolseira da Gulbenkian. De regresso a Portugal, ingressa na CNB, onde interpretará Odete do “O Lago dos Cisnes”. Em 1982, recebe o prémio de impresa para a melhor bailarina.

Antes de ser diretora da CNB, foi adjunta durante a direção de Jorge Salavisa de 1996 a 2000. Em 2001, passa a trabalhar no CCB como assessora da administração para a área da dança.

Paulo Ribeiro tem no seu reportório peças criadas para a Companhia Nacional de Bailado, nomeadamente a convite de Luísa Taveira.

O novo diretor nasceu em 1959, em Lisboa, e iniciou-se na dança em Bruxelas. De regresso a Portugal no início dos anos 80 trabalhou para o Ballet Gulbenkian e fundou a sua própria companhia de dança. Faz parte da chamada Nova Dança Portuguesa, uma geração de coreógrafos e criadores que rompeu e inovou a forma de dançar nos palcos nacionais, na mesma década de 80. Do seu percurso é de destacar a direção do Teatro Viriato, em Viseu, aonde chegou em 1998, e para o qual deslocou a sua companhia de dança, criada em Lisboa. Os anos de Viseu só foram interrompidos durante o período em que dirigiu o Ballet Gulbenkian. Enquanto o coreógrafo é conhecido pelo humor, marca que esteve presente no seu trabalho desde as primeiras peças, e pela vontade de desenvolver uma comunicação direta com o público, aspeto marcante na sua mais recente obra: “A FESTA (da insignificância)”, de 2015, que continua a circular.