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Gonçalo M. Tavares e Valério Romão entre os finalistas do prémio literário Femina

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Gonçalo M. Tavares é um dos dois escritores portugueses na lista de candidatos ao prémio

Gonçalo Rosa da Silva

Os dois escritores portugueses figuram entre o lote de cinco candidatos a vencer o prémio literário Femina em 2016, atribuído em França, na categoria de melhor romance estrangeiro

Há dois escritores portugueses que figuram na lista de cinco candidatos a concurso para o galardão de melhor romance estrangeiro do prémio literário Femina, atribuído em França por um júri composto integralmente por mulheres. Gonçalo M. Tavares figura na lista de escolhidos com a obra “Matteo perdeu o emprego” (2010) e Valério Romão com o seu romance de estreia, publicado em 2012, intitulado “Autismo”. Os vencedores das três categorias (romance francês, romance internacional e ensaio) serão anunciados dia 25 de outubro.

Aos dois autores portugueses juntam-se Rabih Alameddine, Petina Gappah e Edna O’Brien, que completam assim o lote de cinco selecionados para melhor romance estrangeiro, num ano em que o júri é presidido pela historiadora francesa Mona Ozouf.

Gonçalo M. Tavares é um dos mais conceituados escritores portugueses contemporâneos, com uma obra bastante vasta e premiada. Em 2010, publicou “Matteo Perdeu o Emprego”, com a estampa da Porto Editora, mas vários outros títulos como “Jerusalém”, “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, o antiépico “Uma Viagem à Índia” ou “Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai” conquistaram a admiração da crítica e dos leitores.

Valério Romão pertence a uma nova geração de autores portugueses. Licenciou-se em filosofia, trabalhou como técnico informático e, aos 39 anos, tornou-se num escritor desconcertante. Em 2012, publicou o seu primeiro romance “Autismo”, editado pela abysmo, e desde então tem-se afirmado como um dos nomes mais desafiantes no panorama nacional com obras como “O da Joana”, “Da Família”, “Facas” ou, mais recentemente, com o livro de contos “Dez razões para aspirar a ser gato”.

Um prémio já arrecadado por um português e um Nobel

O prémio é atribuído desde 1904 e surgiu como reação ao Prémio Goncourt, em que os jurados eram todos do sexo masculino. Até 1985, distinguiu somente escritores franceses, mas a partir desse ano passou a laurear também autores de outras nacionalidades.

Na lista de autores não-franceses que já ganharam este prémio literário, atribuído pela revista Femina, encontra-se o nome de Virgílio Ferreira, que em 1990 conquistou o júri com a obra “Manhã Submersa”.

Entre outros ilustres vencedores encontra-se um autor a quem já foi atribuído o Nobel da Literatura, o sul-africano J.M. Coetzee, bem como dois eternos candidatos, o israelita Amos Oz e a norte-americana Joyce Carol Oates. Também Torgny Lindgren, membro da Academia Sueca, ou o espanhol José Marías já foram galardoados com este prémio literário internacional.