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Histórias de rimar: O porquinho Pimpão

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João Carlos Santos (ilustrações)

Estes são dias de balanço e de previsões. Mas são em muitos casos também dias de família. Aproveite e leia esta história aos mais pequenos lá de casa

A. Filipa. M (texto), João Carlos Santos (ilustrações)

João Carlos Santos (ilustrações)

O Porquinho Pimpão
Passa o tempo a roer
Tudo o que lhe cai no prato
Nada se recusa a comer

Certo dia pela fresca
Viu o Esquilo Zarolho
Naquele pelo castanho
Não entra nenhum piolho

João Carlos Santos (ilustrações)

Perguntou o porco ao esquilo
Como era aquilo de ver p´la metade
E o esquilo elucidou
Que tal não era verdade

Via mais com aquele olho
Que a toupeira com os dois abertos
E na penumbra da noite
Todos os seus passos eram certos

O Pimpão franziu o sobrolho
Não querendo acreditar
Achava um tremendo disparate
Um fazer mais que dois no seu lugar

O Zarolho encolheu os ombros
Não ia perder tempo com explicações
Afinal todos temos direito
A ter nossas opiniões

Mas o porquinho não serenou
Foi para casa a matutar
Precisava de outro caso
Com que o pudesse confrontar

João Carlos Santos (ilustrações)

Foi então ter com a cegonha
Que bicava o arrozal
E perguntou num ronc suave
Se achava que via mal

Mal não vejo disse a cegonha
Mas há quem veja bem melhor
Ainda a águia atravessa as nuvens
Já sabe onde os ovos vai pôr

Seguiu caminho o Pimpão
Com a lição aprendida
Afinal um pode valer como dois
E dois não têm a mesma medida

Percebe agora o porquinho
Que não será toiro por mais comer
Todos temos nossas diferenças
Com elas muito podemos fazer