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17ª Festa: mais uma edição para descobrir, redescobrir e homenagear o cinema francês

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De 6 de outubro a 13 de novembro a Festa do Cinema Francês vai percorrer 11 cidades portuguesas, começando em Lisboa e terminando em Setúbal. São mais de 20 antestreias, além de um ciclo dedicado a clássicos e outro dedicado ao cinema independente. A realizadora Anna Fontaine é a “madrinha” desta edição e Éric Cantona, o antigo futebolista, está entre os convidados

Helena Bento

Jornalista

A Festa do Cinema Francês está de regresso com uma edição que pretende, uma vez mais, homenagear a riqueza da sétima arte gaulesa. O festival chega a Lisboa a 6 de outubro e termina a 13 de novembro, em Setúbal. Além das antestreias, 25 no total, esta 17ª edição da Festa propõe “uma viagem pelo cinema francês”, título do documentário de Bertrand Tavernier, que será o ponto de partida para um ciclo, apresentado na Cinemateca Portuguesa, que nos permitirá “redescobrir o cinema francês através do olhar do realizador”.

O cinema independente terá direito a um espaço próprio nesta edição da Festa, que irá percorrer, como é habitual, outras cidades portuguesas, 11 no total. O ciclo ACID, apresentado em parceira com a associação com o mesmo nome (Association du Cinéna Indépendant pour sa Diffusion, presente no Festival de Cannes há mais de 20 anos, com uma programação própria), promete “dar a conhecer a pluralidade de olhares e a diversidade do cinema francês de hoje”, através não só de filmes, como também de projeções, encontros e masterclasses no Porto e Lisboa, lê-se no programa do festival, que foi apresentado esta terça-feira, em conferência de imprensa, em Lisboa.

No âmbito deste ciclo, Aurélie Roguin, do Institut Français du Portugal, que organiza o festival em parceria com a Embaixada de França, destaca “Isola”, de Fabianny Deschamps, “La Jeune Fille Sans Mains”, filme de animação de Sébastian Laudenbach, e “Willy 1er”, de Ludovic e Zoran Boukherma, Marielle Gautier e Hugo P. Thomas, que conta a história de Willy, “um inadaptado” que deixa a casa dos pais aos 50 anos, pela primeira vez, e “parte em busca do seu lugar num mundo que ele não conhece”.

Anne Fontaine, realizadora de filmes como “Nettoyage à Sec” (1997) e “Coco Avant Chanel” (filme de 2009, protagonizado pela conhecida atriz Audrey Tautou e que esteve nomeado para o prémio Bafta para melhor filme estrangeiro, assim como para os Óscares desse ano), será a “madrinha” desta edição, sucedendo a Jean-Jacques Annaud e a outras “madrinhas”, como Sandrine Bonnaire, Carole Bouquet, Maria de Medeiros e Agnès Jaoui.

Anne apresentará no festival o seu mais recente filme, “As Inocentes”, que acompanha Mathilda, uma jovem médica francesa que recebe uma mensagem de uma freira polaca a pedir-lhe que se dirija a um convento, onde parte das freiras foram violadas, meses antes, por soldados soviéticos, durante a II Guerra Mundial.

Entre os restantes convidados do festival, estão a conceituada realizadora e argumentista Danièle Thompson, que irá apresentar no primeiro dia o seu mais recente filme “Cézzanne e Eu”, as já referidas realizadoras Fabianny Deschamps e Marielle Gautier, Wissam Charaf e Sébastien Betbeder, realizador cujo “Marie et Les Naufragés” será apresentado em Lisboa pelo antigo futebolista Éric Cantona, que entra no filme.

Destaque ainda para o ciclo de cinema de animação “para miúdos e graúdos”, em que filmes como “La Tortue Rouge”, “Louise en Hiver” e “Tout en Haut du Monde” – que conta a história de uma jovem rapariga, Sacha, filha de um aristocrata russo, que parte para o Polo Norte em busca de um famoso navio, construído pelo seu avô Oloukine – são descritos pela organização como imperdíveis, pela beleza das imagens e da narrativa.