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Nuno Lopes vence prémio de melhor ator na secção "Orizzonti" em Veneza

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CLAUDIO ONORATI / EPA

O ator português Nuno Lopes foi distinguido pelo júri da secção “Orizzonti”, do Festival Internacional de Cinema de Veneza, com o prémio especial de melhor ator, pelo seu desempenho no filme “São Jorge”, de Marco Martins

O ator português Nuno Lopes foi este sábado distinguido pelo júri da secção “Orizzonti”, do Festival Internacional de Cinema de Veneza, com o prémio especial de melhor ator, pelo seu desempenho no filme “São Jorge”, de Marco Martins.

A entrega dos prémios, em Veneza, distinguiu, na secção “Orizzonti”, a cineasta belga Fien Troch, como melhor realizadora, pelo filme “Home”, e, como melhor filme, “Liberami”, de Federica Di Giacomo.

O festival de cinema de Veneza termina com a entrega dos prémios e a exibição da nova versão de “Os sete magníficos”, clássico dos 'westerns' de Hollywood.

A Filmes do Tejo II, produtora do filme “São Jorge”, anunciou que Nuno Lopes venceu o prémio de melhor ator pelo trabalho naquele filme, estreado na secção “Orizzonti”, dedicada às “novas tendências do cinema mundial”, no segundo dia do festival, a 31 de agosto.

“No filme, Nuno Lopes é Jorge, um boxeur desempregado que aceita trabalho noturno numa empresa de cobranças difíceis. Na preparação do papel, Nuno Lopes realizou trabalho de pesquisa em bairros sociais, no meio do boxe e no circuito de cobranças difíceis. O ator ganhou 20 quilos e submeteu-se a um programa de treino físico durante seis meses, chegando na fase de maior intensidade a treinar seis horas diárias de boxe e crossfit”, descreve a produtora.

“São Jorge” assinala o regresso do realizador Marco Martins ao trabalho em cinema com o ator Nuno Lopes, numa parceria iniciada em “Alice”, primeira longa-metragem do realizador, que trouxe a ambos reconhecimento internacional.

O programa do último dia do festival conta igualmente com a projeção de “À jamais”, do francês Benoît Jacquot, uma coprodução portuguesa, rodada integralmente em Portugal, exibida fora de competição.

O júri do festival foi presidido pelo realizador britânico Sam Mendes. A 73.ª edição do festival de Veneza foi dedicada aos realizadores Michael Cimino e Abbas Kiarostami, recentemente falecidos, e atribuiu o Leão de Ouro de Carreira ao ator francês Jean-Paul Belmondo e ao cineasta polaco Jerzy Skolimowski, realizador de “11 minutos”, que este ano também será homenageado pelo Lisbon & Estoril Film Festival.