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Feira do Livro do Porto abre esta sexta-feira com Mário Cláudio como figura em destaque

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Rui Duarte Silva

A festa da literatura regressa aos Jardins do Palácio de Cristal, num ano de celebração dos 150 anos do espaço

André Manuel Correia

Arranca esta sexta-feira mais uma edição da Feira do Livro do Porto, que decorrerá pelo terceiro ano consecutivo nos Jardins do Palácio de Cristal até 18 de setembro. O evento conta com 131 pavilhões, de 69 editoras, 26 livrarias, 16 alfarrabistas, 12 instituições e oito distribuidoras. Entre as estreias vão estar a icónica Livraria Lello, a Chiado Editora, a Ordem dos Arquitetos, o jornal Público e a editora espanhola Bubok. Mas o grande destaque vai para a homenagem ao escritor Mário Cláudio, numa edição que tem como tema “A Ligação”.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, realça que “a literatura de Mário Cláudio, nos seus múltiplos géneros e estilos, confronta o tempo com a complexidade humana e provoca o limite ficcional das relações dissecadas nos seus textos, de forma rara e singularmente estimulante”.

Depois de, em edições anteriores, ter sido prestado tributo a Agustina Bessa-Luís e a Vasco Graça Moura, agora é a vez da cidade atribuir uma tília simbólica ao escritor portuense, de 74 anos. No sábado, dia 3, pelas 18h, é organizado o debate “Três amigos de um amigo”, com a participação de José Gomes Canotilho e Maria do Carmo Séren, numa conversa moderada por José Alberto Pinheiro.

Ainda no ciclo de debates, intitulado ”Conversas à Solta” e que decorrem no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, realiza-se no domingo, dia 4, uma conversa entre o escritor Gonçalo M. Tavares e Álvaro Domingues, com moderação de Luís Maria Baptista. As obras do escritor – sobre quem Saramago disse “que não tem o direito de escrever tão bem – “Atlas do Corpo e da Imaginação” e “Uma menina está perdida no seu século à procura do Pai” servem de mote para pensar as relações entre a arte, a imagem e a literatura.

Dia 11 de setembro, Maria de Lurdes Modesto, José Viale-Moutinho e Francisco José Viegas sentam-se à mesa para debater “O saber e o sabor do texto”. A 17 de setembro, os desconcertantes escritores Valério Romão e Afonso Cruz vão dialogar e mostrar que “Os livros ardem”. Porque “enquanto sobrevivemos incólumes e intocados à maior parte dos livros com que desenharemos tangentes vida fora, alguns serão capazes de nos perturbar, de nos manter acordados à noite”, escreve a organização do evento.

No último dia da Feira do Livro, o debate “A Utopia é uma ilha rodeada de futuro” reúne António Lobo Xavier, Francisco Assis e José Pacheco Pereira, numa conferência que evoca a obra “Utopia”, escrita por Thomas More há 500 anos.

Para esta edição são mais de 70 os convidados provenientes das mais diversas áreas, o que vai de encontro às “Ligações”, tema da edição de 2016. Mas além das conferências e, claro está, dos milhares de livros muito mais há para ver.

Um ciclo de cinema, exposições, um festival de ‘spoken word’, concertos de jazz ao pôr-do-sol, espetáculos de novo circo, música e dança, performances e programas para os mais novos vão encher de cultura os Jardins do Palácio de Cristal, nas comemorações dos 150 anos deste espaço.

A 14 de setembro, quarta-feira, a Porto Editora organiza uma sessão, no Auditório da Biblioteca Municipal, para assinalar os 20 anos do percurso literário do escritor vila-condense Valter Hugo Mãe.

No que à sétima arte diz respeito, temos mais uma vez Mário Cláudio como personagem principal desta edição da Feira do Livro. No último dia será estreado o filme “Os Dias de Mário Cláudio – Tocata e Fuga”, do realizador Jorge Campos, que acompanhou o autor ao longo de quatro anos.

Os horários da Feira do Livro do Porto foram alterados relativamente a 2015. A abertura de portas passa a realizar-se sempre às 12h, mesmo ao fim de semana. O encerramento mantém-se às 23h às sextas-feiras e sábados. De domingo a quinta-feira fecha às 21h.

A programação completa pode ser consultada aqui.