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“Noites Ritual” estão de regresso e trazem Sean Riley & The Slowriders

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D.R.

O festival realiza-se em setembro nos Jardins do Palácio de Cristal e o cartaz tem como principal destaque a presença da banda Sean Riley & The Slowriders

André Manuel Correia

Os rituais não se perdem no Porto e, na 24.ª edição, o festival “Noites Ritual” está de regresso para animar a cidade. Como cenário tem os Jardins do Palácio de Cristal e os protagonistas serão quatro bandas portuguesas. Ao longo de dois dias, 23 e 24 de setembro, Sean Riley & The Slowriders, Fandango, Marta Ren & The Groovelvets e Peixe: Avião sobem ao palco em concertos concertos gratuitos.

A iniciativa, prestes a celebrar as bodas de prata, é promovida pela empresa municipal Porto Lazer e fecha o ciclo de festivais musicais em Portugal. Em 2016, a aposta num alinhamento totalmente nacional é reforçada. O objetivo é trazer até à Invicta artistas já consagrados e conhecidos do grande público, bem como dar visibilidade a bandas promissoras que irão atuar no palco “Rituais Emergentes”, instalado na Concha Acústica dos jardins.

No dia 23, sexta-feira, ecoarão, nos Jardins do Palácio de Cristal, a partir das 22h50, as sonoridades de Fandango – grupo composto por Gabriel Gomes, ex-Madredeus, e pelo guitarrista Luís Varatojo – e o fecho da noite fica cargo do concerto de Marta Ren & The Groovelvets, às 00h50. No dia seguinte, sobem ao palco Peixe: Avião (22h50) e Sean Riley & The Slowriders (00h50).

No palco secundário, no primeiro dia das “Noites Ritual”, atuam os The Black Zebra (22h) e os Palankalama (00h05). No sábado é a vez de The Twist Connection (22h) e Cru (00h05) darem a conhecer a sua música ao público portuense.

Além da música, as “Noites Ritual” contemplam múltiplas atividades paralelas, incluindo a Feira Ritual.

O abraço a uma banda que luta para continuar

A banda Sean Riley & The Slowriders, liderada pelo ‘frontman’ Afonso Rodrigues, regressou este ano ao ativo com o lançamento, em abril, de um álbum homónimo, após um hiato. Em 2011, editaram o álbum “It’s Been a Long Night” e após uma digressão para promover o disco, os integrantes aventuraram-se em novos projetos, mas acabaram por regressar a estúdio para dar “um mergulho no desconhecido” e conceber um trabalho mais “direto”, como explicaram numa entrevista à Blitz.

Atualmente, o grupo formado em Coimbra atravessa um momento delicado, na sequência do desaparecimento, a 9 de junho, do baixista Bruno Pedro Simões, de 39 anos, que juntamente com o vocalista Afonso Rodrigues e o multi-instrumentista Filipe Costa fundou a banda. O automóvel de Bruno Simões foi encontrado abandonado no tabuleiro da Ponte 25 de Abril e, desde então, nada mais se soube.

Apesar do forte revés, o grupo decidiu prosseguir a sua atividade e tem marcado presença nos vários concertos que já estavam agendados. "Convidámos o nosso irmão Nuno Filipe a regressar ao baixo, lugar que já ocupou no passado, e vamos manter todos os compromissos assumidos. Continuaremos a ser a família que sempre fomos, ainda que agora muito mais pobres. Muito obrigado a todos os que nos têm vindo a dar força e um até muito breve", escreveram os Sean Riley & The Slowriders na sua página de Facebook, a 24 de junho.

Nos mais recentes espetáculos, a memória de Bruno Pedro Simões continua a estar bem presente, com o seu baixo a ocupar o centro do palco. “Dili”, faixa inspirada numa longa estadia do músico em Timor, foi o primeiro single a ser extraído do registo discográfico mais recente.