Siga-nos

Perfil

Expresso

Cultura

Bienal de arte têxtil contemporânea vai entrelaçar Guimarães

  • 333

D.R.

A cidade-berço transforma-se, entre 30 de julho e 16 de outubro, num palco de exposição, criação e debate da arte têxtil contemporânea

André Manuel Correia

A Contextile – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea está de regresso a Guimarães para a sua terceira edição e conta com uma exposição competitiva internacional, para além de pretender dar visibilidade e impulsionar a criação artística nacional. A cidade minhota será palco de debates, exposições, residências artísticas, intervenções de arte pública, workshops, entre outras atividades. A programação da bienal arranca a 30 de julho e prolonga-se até 16 de outubro.

Em conversa telefónica com o Expresso, o diretor da Contextile, Joaquim Pinheiro, explicou que a iniciativa tem como objetivo “mostrar o têxtil enquanto arte” e “fomentar a criação artística” nesta área, que tem como principais “potências” países como Polónia, Espanha, Japão ou o Canadá.

A exposição internacional integra 54 obras, de 51 artistas, selecionadas entre 732 propostas provenientes dos quatro cantos do mundo, de países como Portugal, Japão, Taiwan, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Polónia, Inglaterra, entre outos. Os trabalhos a concurso poderão ser vistos no Palácio Vila Flor, de terça a domingo.

“Saudade” representada por artista norte-americana

Noutro local da cidade, no Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitetura, serão apresentados dois projetos artísticos, das criadoras Conceição Abreu e Isabel Quaresma. Ambas as artistas foram desafiadas pela organização para desenvolverem trabalhos em torno da temática do “território”. As obras poderão ser vistas de segunda a sábado.

“Saudade” é uma das palavras que talvez melhor ilustre a portugalidade, mas será também o nome da exposição da artista norte-americana Cindy Steiler, que faz o cruzamento entre a fotografia e técnicas de estampagem e bordado. A mostra estará patente na Sociedade Martins Sarmento e pode ser vista de terça a sábado.

Outro dos atrativos nesta edição da Contextile será a apresentação, no Museu Alberto Sampaio, de mais de 25 obras de arte têxtil criadas, entre 1962 e 1995, para as bienais de tapeçaria de Lausanne, na Suíça. A iniciativa resulta de uma parceria com a Fundação Toms Pauli, uma vez que os trabalhos que vão viajar até Guimarães pertencem ao espólio privado de arte contemporânea da referida entidade.

“Que lugar é este?” É esse o nome da conferência internacional que, nos dias 23 e 24 de setembro, vai reunir convidados nacionais e internacionais das mais variadas áreas, como a sociologia, geografia, arquitetura, entre outras. Num primeiro momento, o objetivo passa por “deslaçar o território, de forma a contextualizar e descodificar origens e legados”, para depois “entrelaçar a arte e o têxtil”, estabelecendo “pontes entre o local e o global, artesanato e indústria, memória e produção artística”, informa a organização na nota informativa.

A Contextile conta com o apoio da autarquia local e da DGArtes – Direção Geral das Artes, além de outros parceiros. “Começa a haver a perceção, por parte das entidades públicas, de que esta é uma área em que se deve apostar”, contou Joaquim Pinheiro, apesar de reconhecer que o orçamento foi, ainda assim, “low cost”.

A programação completa pode ser consultada em http://contextile.pt/2016/programa-2/.