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Casamento de sons portugueses e galegos leva António Zambujo a Ponte da Barca

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Raúl Lamoso

Ponte da Barca será tomada por sonoridades tradicionais ibéricas nos dias 29 e 30 de julho

André Manuel Correia

O festival Folk Celta vai já na sua nona edição e para este ano apresenta um cartaz composto por artistas conceituados e emergentes, quase todos provenientes de Portugal e Espanha. Destaca-se a presença de António Zambujo, com o cantautor alentejano a celebrar assim o casamento com a folk, no próximo dia 30, após uma digressão pelos coliseus.

A programação estende-se ao longo de dois dias, 29 e 30 deste mês e, mais uma vez, contará com dois palcos: o Palco Terras da Nóbrega, no qual atuam os principais nomes, e o Palco Bricelta, destinado a novos valores deste género musical.

Relativamente à prevalência de sons ibéricos e à forte presença galega no festival, o programador José Costa afirmou ao Expresso que esta convivência entre artistas portugueses e galegos “faz todo o sentido” e enalteceu a “proximidade muito grande nesta estética musical”.

Logo no dia inaugural, o primeiro concerto no palco principal fica a cargo dos Pet Piper’s Project, que em 2015 também estiveram presentes no festival, depois de terem sido selecionados pelo público no Concurso Novos Valores da Folk. Agora regressam para uma atuação mais extensa que terá início às 22h.

Depois, às 23h05, sobe ao palco a formação mirandesa Galandum Galundaina, “uma instituição do património musical e etnográfico”, como descreve a organização em comunicado. De mais a norte ainda, da Galiza, chega a gaiteira Susana Seivane, que já colaborou com artistas como Kepa Junkera ou os Milladoiro, também presentes no festival em edições anteriores. A artista espanhola fecha o palco principal no primeiro dia, com um concerto agendado para as 00h30.

Se as sonoridades galegas fecham o primeiro, cabe-lhes abrir também o segundo. No dia 30, pelas 22h15, sobe ao palco o trio Talabarte, baseado na música tradicional da região, mas com um repertório repleto de referências a ritmos, melodias e composições de outras latitudes espanholas.

Aposta em chegar a um público mais vasto

Para as 23h30 está agendado aquele que provavelmente será o momento mais aguardado nesta nona edição do Folk Celta, com a atuação do músico alentejano António Zambujo, responsável por sucessos como “Pica do 7”, “Flagrante” ou “Lambreta”.

“O Zambujo permite-nos ir ao encontro de dois interesses: levar os outros artistas com um folk mais purista até um público mais vasto e trazer mais pessoas ao festival que, talvez, de outra forma não viriam”, explicou assim José Costa a inclusão do artista mais conceituado no cartaz deste ano.

A festa termina com os portugueses Retimbrar, que exploram ritmos, canções e instrumentos tradicionais com o objetivo de perpetuar a herança popular e cultural lusitana. O concerto, com início à 01h05, servirá para apresentar o álbum “Voa no Pé”.

Pelo palco secundário vão passar ao longo dos dois dias artistas elegidos pelo público através de um concurso promovido no Facebook.

A brasileira Lyra, os portugueses The Oafs e os galegos Virandeira Folk tocam no Palco Bricelta a 29 de julho. No dia seguinte, é a vez do quarteto Palankalama, dos vimaranenses Drusuna e do grupo espanhol Triquel, com mais de 25 anos de carreira, darem música a todos os presentes.

Os bilhetes custam 10 euros na sexta e 12 euros no sábado, com passe de 18 euros para os dois dias. Em paralelo, realiza-se a Feira Alternativa com produtos típicos e de confeção artesanal, em complemento com a área de restauração a trabalhar durante todo o horário dos concertos.