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Rock in Rio: menos por menos ainda dá mais

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ROK IN RIO o já tradicional slide

rita carmo /blitz

Este ano o Rock in Rio foi menos mas vai continuar a ser difícil batê-lo quanto à sua dimensão. Em 2018 há mais

Miguel Cadete

Miguel Cadete

Diretor-Adjunto

Este ano, o Rock in Rio teve a sua menor assistência de sempre. Mas os 329 mil espectadores que, de acordo com a produção, estiveram no Parque da Bela Vista chegam e sobram para continuar a fazer deste o maior festival português.

Número tão baixo de presenças só mesmo em 2010, durante o deflagrar da crise económica que atormentou (e atormenta) o mundo. E os últimos anos (2014, 2012) até foram de retoma. É que na última edição, há dois anos, o Rock in Rio esteve mesmo perto de bater o record de 2006 quando atraiu 350 mil almas ao parque mais conhecido do bairro de Chelas.

Mas este ano houve mudanças. Antes de mais nada, no preço dos bilhetes que pularam dos €62 para os €69. Talvez tenha feito diferença, mas a política de preços ainda foi sendo corrigida com várias campanhas que, durante as semanas que antecederam o festival, foram permitindo a compra de ingressos a um valor mais em conta.

E depois, claro, havia o cartaz. Sendo logo à partida considerado mais desigual do que em anos anteriores, registou ainda o sobressalto que foi o cancelamento da presença de Ariana Grande no último domingo. Curiosamente, ou nem tanto, o dia que registou menor afluência: a organização anunciou a entrada de apenas 47 mil espectadores.

Apenas? Bem, poucos festivais em Portugal podem gabar-se de ultrapassar este pior registo do Rock in Rio. E a verdade é que não há nenhum outro capaz de estar acima daqueles que foram os seus três melhores dias. Bruce Springsteen levou 67 mil ao Parque da Bela Vista; os Queen convenceram 74 mil e os Maroon 5 são responsáveis por encaminhar até ao recinto cerca de 85 mil espectadores.

Este ano o Rock in Rio foi menos mas vai continuar a ser difícil batê-lo quanto à sua dimensão. Em 2018 há mais.