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O São Carlos fora de si

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Como todos os anos, o Festival ao Largo invade o mês de julho. Música, dança, teatro e ópera são as propostas para mais de uma dezena de espectáculos na rua, em pleno Chiado

Todos os anos, mesmo em frente ao São Carlos, no largo empedrado que lhe serve de antecâmara, decorre o Festival ao Largo – e este ano não é exceção. De 8 a 20 de julho, a zona de passagem transforma-se em plateia e palco de mais de uma dezena de espectáculos ao ar livre, programados por Patrick Dickie, recém-nomeado diretor da ópera, e Luísa Taveira, diretora da Companhia Nacional de Bailado (CNB). Nesta edição, em que dominam as orquestras, haverá algum bailado e também teatro, assinalando os 400 anos da morte de William Shakespeare.

A abertura é na noite de 8, quando às 21h30 se começarem a ouvir os sons de "Mãos na pedra, olhos no céu", de Mário Laginha, a "Sinfonia Espanhola, Op. 21" de Édouard Lalo, e a "Abertura 1812" de Tchaikovsky, pela mão da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e da Orquestra de Sopros e Percussão do Conservatório Regional de Artes do Montijo, sob a batuta de Joana Carneiro e com o violinista Pedro Meireles como solista. Dois dias depois, a 10, é a vez de a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob direção de Pedro Amaral, tocar Mozart – com Nuno Silva no clarinete - e Beethoven.

Ainda no capítulo da música sinfónica, a OSP volta a atuar a 15 com um programa dedicado à presença de Portugal na Grande Guerra – faz exatamente 100 anos que Portugal se juntaou aos Aliados –, em que Joana Carneiro rege Vaughan Williams e Beethoven, com a participação da soprano Sara Braga Simões e André Baleiro. A 16 e 17, o mesmo agrupamento, desta feita dirigido por DInis Sousa – e ao lado do tenor Airam Hernández e da soprano Cristiana Oliveira - apresenta "Fantasia pra Romeu e Julieta", o título de um programa que integra árias e peças relacionados com esta obra de Shakespeare compostas por Tchaikovski, Gounod e Prokofiev. A 21, a Orquestra Gulbenkian une-se ao Festival, com Pedro Neves na direção e Mário Laginha ao piano - a tocar o seu "Concerto para piano e orquestra" – num concerto em que também será ouvida a grandiosa "Sinfonia Nº5" de Beethoven.

A 13 e a 14, a Escola Superior de Teatro e Cinema, em coprodução com o Teatro Municial São Luiz e o Nacional D. Maria II, representa "Sonho de uma Noite de Verão" de Shakespeare, com Cristina Carvalhal na direção artística, Fernando Villas-Boas na tradução e dramaturgia, António Lagarto no design de cena e Jean-Paul Bucchieri no movimento, mais um elenco de alunos finalistas da licenciatura em Teatro. E porque a dança não podia faltar, a 28 a CNB sobre ao palco para dar corpo ao bailado "Serenade" de George Balanchine, "Herman Schmerman" de William Forsythe, e "5 Tangos" de Hans van Manen.

Pelo meio, os jovens da Orquestra Sinfónica Juvenil, conduzidos pelo maestro Christopher Bochmann, tocam a 19 obras de Berlioz, Reger Nicolai e Richard Strauss. Para o final está reservada uma noite de ópera, com a versão de concerto da "Cavalleria Rusticana" de Pietro Mascagni, em que Domenico Longo vai dirigir a OSP, o Coro do TNSC e um elenco de solistas formado por Mary Elizabeth Wolliams, Lorenzo Decaro, Luís Rodrigues, Laryssa Savchenko e Maria Luísa de Freitas.