Siga-nos

Perfil

Expresso

Cultura

Madrid em Lisboa. A grande festa da arte

  • 333

MÁRIO CRUZ / Lusa

A primeira edição da mais internacional feira de arte ibérica chega à capital no próximo dia 26. A ARCOLisboa, decorrerá durante três dias na Fábrica Nacional da Cordoaria para mostrar o que se passa no panorama da arte contemporânea

Trinta e seis anos depois de uma das mais prestigiadas feiras de arte da Europa ter aberto portas em Espanha, a ARCO sai de Madrid e inaugura em Lisboa.

Esta manhã, no coração do Chiado, na sala de Inverno do Teatro São Luiz, Carlos Urroz, diretor da feira e desta primeira edição nacional, anunciou o programa, defendeu a presença de um dos aliados históricos da ARCOMadrid, e as intenções de um acontecimento que já vem sendo pensado desde 2011, mas que só agora reúne condições e vontades para avançar.

"O mundo de olhos postos em Lisboa", é o lema da feira, que decorrerá entre 26 e 29 deste mês e contará com a presença de 45 galerias, entre elas 18 portuguesas. Como se pode depreender, "projeção", "expansão", "internacionalização" são as palavras de ordem. A intenção é que a partir deste arranque, a se possa vir a realizar anualmente em Lisboa.

Sair do nicho, saltar para o mundo

A ARCOMadrid é um dos principais eventos no mercado de arte contemporânea europeia. Em Lisboa, para alé de mostrar ao público o que se passa e se produz no marcado de arte, os esforços estão concentrados em dar visibilidade à arte nacional, a partir de uma comunicação internacional focada no panorama português.

Para isso, a ARCOLisboa montou um programa exclusivo para colecionadores e comissários internacionais, cujo objetivo será o diálogo entre colecionadores privados, portugueses e estrangeiros, com a realização de visitas privadas a instituições e a galerias de arte,que se completará com conferências, debates um fórum dedicado ao colecionismo.

O cenário da arte portuguesa contemporânea, dos consagrados aos mais emergentes artistas, peca por uma grande deficiência na sua projeção e visibilidade fora de Portugal, sendo o diálogo entre colecionadores, galeristas e instituições, as linhas fundamentais de ação que traçam o programa desta primeira edição.

A ARCOLisboa conta com um orçamento de um milhão de euros e com o apoio do Ministério da Cultura, da Câmara Municipal de lisboa, da Empresa de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) e do Turismo de Portugal.