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Santana ajuda Fundação Ricardo Espírito Santo Silva

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Acordo de parceria assinado esta sexta-feira irá assegurar o capital necessário para que a fundação sobreviva à “frágil situação financeira” em que se encontra

A Santa Casa de Misericórdia de Lisboa assinou esta sexta-feira um contrato de parceria com a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva (FRESS), a atravessar uma “frágil situação financeira”, informa a instituição liderada por Pedro Santana Lopes.

Numa nota publicada no seu site, explica-se que o objetivo deste contrato tem como objetivos “o ‘financiamento que garanta a continuação das atividades da FRESS’; a realização, pela Fundação, de projetos de conservação e restauro em património da SCML; a integração de jovens que se encontrem em situação de formação em contexto de trabalho; o acesso a jovens apoiados pela SCML à oferta formativa da Fundação, através da criação de quotas; o apoio ao desenvolvimento de projetos de caráter inovador e o desenvolvimento de relações institucionais, “económicas e culturais com outras entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais’”.

De acordo com a mesma nota, que não revela os valores da ajuda previstos no contrato de parceria, as reuniões “entre a Fundação, a Secretaria de Estado da Cultura a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa, com vista a encontrar uma solução para a frágil situação financeira da Fundação” começaram há cerca de um ano.

Discursando esta sexta-feira no final da cerimónia, Pedro Santana Lopes defendeu que a fundação constituída há 63 anos terá agora de "criar mais receitas próprias, trabalhar em conjunto para arranjar mais soluções".

A FRESS estava entregue à família Espírito Santo desde de que o Governo então liderado por Pedro Passos Coelho decidiu, em outubro e 2013, sair da presidência desta fundação quando já havia sinais de graves problemas no Grupo Espírito Santo, o seu mecenas quase exclusivo, e em que a própria fundação já de debatia com problemas financeiros.

No relatório de contas relativo a 2012, mas assinado 17 de setembro de 2013, registava-se um resultado líquido apurado negativo de 954 mil euros e ainda uma dívida ao BES de 800 mil.

No Conselho de Curadores da FRESS, que há vários anos procurava uma solução, têm assento José Maria Ricciardi (atual presidente da Haitong, ex-BESI), Murteira Nabo (atual presidente do Conselho de Fundadores da Fundação Galp Energia), Maria João Bustorff (neta do fundador e ex-ministra da Cultura de Santana Lopes) ou Catarina Vaz Pinto (vereadora com o pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa).