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Prince procurou ajuda na véspera da morte para superar dependência de analgésicos

GETTY

Os representantes do músico pediram auxílio médico um dia antes deste morrer, segundo novas informações agora avançadas. As suspeitas de overdose mantém-se. Mas os resultados da autópsia e de testes de toxicologia só devem ser conhecidos daqui a algumas semanas

Prince procurou consultar um médico californiano que o auxiliasse a superar a dependência de analgésicos pouco tempo antes da sua morte, segundo noticia esta quarta-feira o “Minneapolis Star Tribune”.

A informação foi avançada ao jornal por William Mauzy, advogado que representa Howard Kornfeld, o médico californiano que terá sido contactado por representantes do músico a 20 de abril, a véspera da morte.

Kornfeld não estava disponível para ir de imediato ao encontro de Prince, pelo que enviou nessa noite o seu filho Andrew, também médico, num voo de São Francisco para discutir o tratamento, num encontro que teria lugar no dia seguinte. Acabou por ser Andrew a chamar o 112 após o músico ter sido encontrado inanimado num elevador dos estúdios de Paisley Park, nas suas amplas instalações localizadas nos subúrbios de Minneapolis.

O advogado disse que os representantes de Prince chamaram Kornfeld na noite de 20 de abril devido a uma “grave emergência médica”. “O médico estava a planear uma missão de salvamento de vida”, afirmou Mauzy. “O plano era fazer uma rápida avaliação do seu estado de saúde e aconselhar um plano de tratamento”, acrescentou.

Os investigadores estão ainda a tentar determinar se a morte se deveu a uma overdose, assim como estão também a tentar perceber se o músico sofrera outra overdose menos de uma semana antes da sua morte, quando o avião em que seguia teve de efetuar uma aterragem de emergência em Moline, Illinois, segundo referiram fontes oficiais envolvidas na investigação e citadas sob anonimato pela agência Associated Press.

Os resultados da autópsia e dos testes de toxicologia só devem ser conhecidos daqui a cerca de um mês.