Siga-nos

Perfil

Expresso

Cultura

Rui Chafes no Prémio Pessoa: “O que move o mundo são as forças, não são as formas nem os objetos”

  • 333

Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa; Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República; Rui Chafes, vencedor do Prémio Pessoa e Álvaro Nascimento, chairman da CGD

João Carlos Costa

Discurso de Rui Chafes, vencedor da 29ª edição do Prémio Pessoa, quando o recebeu das mãos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no passado dia 15 de abril

Sua Exa. o Presidente da República,

Sua Exa. o Ministro da Cultura

Sua Exa. o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Exmo. Sr. Secretário de Estado da Cultura

Exmo. Sr. Prof. Dr. Álvaro Nascimento

Exmo. Sr. Dr. Francisco Pedro Pinto Balsemão (é uma grande pena que o Dr. Francisco Pinto Balsemão não possa estar presente, tenho a certeza de que lhe será particularmente custoso estar ausente, pela primeira vez, desta cerimónia que tanto significado tem para ele. Desejo a sua mais rápida recuperação)

Restantes Entidades aqui presentes

Exmos. Srs. Membros do Júri,

Caríssimos Amigos

Não sei se mereço este Prémio, provavelmente nunca o saberei. Provavelmente, nunca ninguém o saberá. Olhando para a lista de personalidades premiadas (criadores, investigadores, pensadores das várias áreas das Ciências e Humanidades que já tanto deram ao País e ao Mundo) e olhando para a notável lista de pessoas que constituem o Júri do Prémio Pessoa, não tenho a certeza de estar à altura da importância dos nomes que me antecedem nem das expectativas que o meu trabalho continuará a criar mas, obviamente, só me posso sentir feliz, extremamente honrado e até emocionado.

O Prémio Pessoa é um gesto de uma enorme grandeza e generosidade da parte do Grupo Impresa / Expresso e da parte da Caixa Geral de Depósitos, que o patrocina, e tem sido e será sempre uma iniciativa de referência no nosso País pela seriedade e imparcialidade que norteia o seu percurso e método. Por tudo isso, não tenho dúvidas que todos estamos profundamente agradecidos. A sua regularidade que, felizmente, tem sido possível manter financeiramente, pontua a nossa vida cultural a um ritmo anual que, inegavelmente, nos vai dando referências e orientando na esperança de um mundo onde não existam apenas pessoas transformadas em peças de máquinas, regidas pelas regras pragmáticas e destruidoras da economia e dos números. O Prémio Pessoa constitui um alerta para que não desistamos do mundo espiritual, do conhecimento, da criatividade, do pensamento: um apelo para que recusemos a possibilidade de uma sociedade apenas material, sem cultura e sem memória.

Este é também um prémio a toda a comunidade artística pois distingue, dignifica e dá voz a uma parte da nossa sociedade que vive sempre no fio da navalha, na maior incerteza e insegurança, pagando com a alma o preço da sua liberdade. Se, por um lado, há actividades artísticas que podem criar um mercado com bens transacionáveis (tal como as artes plásticas) existem outras que, pela sua natureza intrínseca não lucrativa (como o teatro, o cinema, a música ou a dança, por exemplo), têm uma capacidade de sobrevivência extremamente frágil e precária e precisam absolutamente de apoio financeiro para sobreviverem. Por essa razão, e no contexto do período que atravessamos em que quase todos os sectores da economia se encontram bastante fragilizados, uma iniciativa como esta do Grupo Impresa / Expresso e da Caixa Geral de Depósitos é absolutamente louvável e deveria servir de exemplo a outras entidades privadas e públicas, no sentido de fortalecer as políticas culturais e dessa forma garantir a sobrevivência daquilo que um povo tem de mais precioso: a sua cultura, a sua memória e a sua capacidade de criar futuro a partir do seu sedimento mais íntimo e único. No fundo, a sua identidade.

Este prémio, sem dúvida, chama a atenção para a existência da arte no mundo, dos artistas, do seu trabalho, da vida estranha e arriscada que levam em nome da capacidade de fazer perguntas (e não dar respostas). Os artistas trazem ao Mundo a luz e a sombra, a perfeição, o conhecimento, a memória, a beleza, o silêncio, a inquietação e a dúvida, fazendo coisas absolutamente inúteis mas que nos fazem pensar e questionar a nossa condição e o nosso destino, aproximando-nos daquilo a que chamamos “vida” e “existir”. Ao colocar questões sobre o que é essencial, os artistas mostram-nos que o valor imaterial das coisas realmente importantes é muito superior ao seu valor material: em todas as acções humanas o mais importante é o imaterial, não é nunca o material. Pessoalmente, tive a sorte de ter sido educado a não dar demasiada importância aos bens materiais, a vida é muito mais do que isso, é outra coisa mais elevada e maior. O que move o mundo são as forças, não são as formas nem os objectos.

O meu percurso tem-me mostrado que sou uma pessoa de sorte. Na verdade, é uma enorme sorte poder realizar o trabalho que mais amamos, ao longo de tantos anos, construindo o único sonho que conseguimos sonhar, e ele ter algum tipo de significado e suscitar o interesse e o reconhecimento de uma comunidade. Receber este prémio fez-me, mais uma vez, meditar sobre o papel dos artistas na sociedade: acredito que o artista exprime o instinto espiritual da humanidade, traduz a tensão do homem em relação ao eterno ou a uma qualquer forma de transcendência. A arte transporta em si uma nostalgia do ideal e exprime sempre a sua procura. O artista, no seu movimento para o Ideal, perturba a estabilidade de uma sociedade. A sociedade aspira à estabilidade, o artista aspira ao infinito. É esta a responsabilidade do artista e o sacrifício espiritual que lhe é exigido: com a sua consciência e a sua rigorosa demanda da momentânea verdade absoluta, ele vê as coisas antes dos outros e oferece-as ao Mundo mesmo se, por vezes, possam parecer apenas feridas abertas e vulneráveis. A arte coloca dúvidas, instaura perturbações. Ela é a consciência da memória e da estrutura emocional de um espaço. Nesta posição de imensa responsabilidade, o artista tem obrigatoriamente de possuir uma extrema e escrupulosa ética no seu trabalho.

Este Prémio coloca sempre, também, um nome no “espaço público”. Quanto a essa situação delicada, devo dizer que sempre preferi o anonimato. Admiro os artistas geniais que esculpiram as catedrais Góticas, sem que conheçamos nada deles a não ser aquelas mudas presenças, rastos deixados pela sua passagem na Terra. Gosto do anonimato, de ser um cidadão comum, discreto, um cidadão que ninguém conhece e que é tratado como todos os outros, com o respeito e dignidade que todos nós merecemos, independentemente da nossa maior ou menor notoriedade. Talvez o meu sonho esteja próximo de Fernando Pessoa quando diz que se deve atravessar a vida como um pássaro atravessa o céu, sem deixar rasto.

Relativamente à questão da pessoa do artista e da sua relação com a sua obra, gostaria de deixar claro que nunca me interessou a self-expression, não tenho nada de pessoal a dizer ou a exprimir no meu trabalho, nenhuma mensagem a transmitir: é uma arte para nada. Também não me interessa a arte “autobiográfica”, desconfio muito e sou bastante alérgico a obras de arte que falam dos problemas pessoais do artista e da sua vida, não considero a arte uma expressão pessoal. Fernando Pessoa levou uma vida discreta e quase modesta e a sua biografia não se revela na sua obra. A sua vida pública era mínima, queria ser como qualquer outro e “ir até ao rio, fitar o rio, como qualquer outro”. Alberto Caeiro diz que só quer saber de si próprio reflectido nos olhos dos outros. A sua vida foi dedicada a criar uma imensa obra, sem princípio nem fim, das mais complexas que Portugal já possuiu. Há pessoas que nascem assim, que transportam um mundo gigantesco dentro de si e que dedicam a sua vida a revelá-lo. Essa obra é a sua única biografia, a única que interessa.

Os poetas inventam máscaras pelas quais nos podem falar e nos contar melhor a mentira da arte (como queria Oscar Wilde) ou “fingir melhor a dor que deveras sentem”. Sempre acreditei na necessidade dessa distância entre a pessoa e a persona, entre o indivíduo e o artista. Sempre separei a arte da vida, o universal do particular: arte é arte, tudo o resto é tudo o resto. A educação que tive a felicidade de ter recebido ensinou-me a não concentrar demasiada atenção em mim próprio mas sim no mundo em redor, numa coisa muito maior e mais universal do que apenas a minha pessoa; por isso, no meu trabalho, procuro sempre falar de valores maiores do que a minha pobre individualidade. Os artistas que me interessam falam sempre de uma voz muito mais ampla no tempo e no espaço, uma voz que vem de muito longe. Falam do medo, da morte, do mundo, mas não é o “seu” medo, nem a “sua” morte.

Interessa-me uma arte que resista à interpretação e ao simbolismo, uma arte que nunca deixe de ser uma proposição poética. Não é só o que se vê, é sobretudo o que não se vê. Está lá tudo, atrás e dentro de nós, o visível e o invisível… e o Vazio, que é tudo o que temos. Uma obra de arte está sempre incompleta, estará sempre à nossa espera: são os nossos olhos que a completam, são os nossos olhos que formam e moldam as imagens. As obras realizam-se nos olhos de quem as vê, não apenas nas mãos de quem as faz. Ver uma obra de arte dá trabalho (ao contrário da passividade de ver televisão). Somos nós que construímos uma obra de arte, que lhe damos sentido e forma. Para além do trabalho do artista, é o nosso trabalho e esforço que constrói uma obra de arte. Ver e receber uma obra também é um trabalho.

Percorro um caminho entre a sombra e a luz onde tento que as formas e as palavras se revelem em toda a sua força poética, onde as sombras se construam em ferro e vento, procurando o assombro no meio da serenidade, do silêncio, da solidão (sempre boa companheira), do mistério de cada revelação, de uma certa forma de beleza. A beleza poderá estar em qualquer lado e nós, às vezes, reconhecemo-la quando a vemos (mas só quando estamos preparados para a receber e reconhecer). O problema é vivermos num tempo de distração e de multiplicação de velocidades, um tempo de impaciência e de busca do imediato, um tempo onde não há tempo para ter revelações; na verdade, um tempo sem tempo para o tempo. Por isso me aproximo de um trabalho lento, de uma linguagem da lentidão, procuro parar o tempo e ouvir o silêncio do mundo. Só assim poderei avançar e só assim poderei estar preparado para ter as revelações que me irão mostrar o caminho e o próximo passo a dar. Será sempre um passo em direcção à morte, mas a morte é a continuação da vida, assim como a vida é a continuação da morte. A morte é a fonte da vida, quer queiramos quer não. Nas obras de arte, a morte converte-se em vida e é por isso que elas sobrevivem ao seu criador.

Como não acredito numa arte fácil, escorregadia e apressada, não me interessa pertencer a este tempo onde se valorizam brilhantes e coloridos despojos de uma irreparável perda e confusão. Não quero que o meu trabalho faça parte desta vertigem de ignorância e consumismo, desta dessacralização do mundo e do milagre da vida. Não se trata de alheamento do tempo presente: é por estar bastante informado sobre este tempo que me coube viver que não quero ser refém dele. Acredito, como os Antigos, que deve haver um significado único e superior por detrás de cada erva, flor, nuvem que passa ou criança que nasce. Não há dúvida que é necessário recriar e renovar essa nostalgia, tornando-a contemporânea, sob risco de perdermos para sempre todos os valores que nos trouxeram a este mundo e o tornam carregado de significado. Para mim, a arte deve ser o espelho dessa íntima relação, desse encantamento, dessa magia. Estou farto da lógica horizontal que nos impõe um olhar conformado sobre a banalização do mundo. Caberá aos artistas (e aos poetas, escritores, pensadores etc.) resistir à ignorância e criar torres compactas de conhecimento, poesia e grandeza espiritual. A arte não pode ser um lugar para onde fugir mas, sim, um lugar onde entrar em contacto connosco mesmos. Não é um espaço estéril nem puro, é um espaço carregado de emoções, que lhe dão todo o sentido, e é um espaço onde podemos confrontar-nos com o nosso próprio vazio.

A arte será sempre uma linguagem do Vazio. O Vazio pode ser, ao mesmo tempo, o inferno mais estéril ou o único campo possível onde poderemos depositar uma forma, uma cor, uma palavra, um som, pouco mais. Esse vazio só poderá ser preenchido com a verdade e a beleza. Ou com o inevitável desespero dos textos de Samuel Beckett, que passou uma vida inteira a escrever “textos para nada”.

Não podemos esquecer que o caminho da arte passa também pela lógica irracional do mito e, sem dúvida, pelo sentimento religioso que sempre esteve por detrás do fenómeno artístico, desde sempre, em todos os lugares ao longo da História da Arte, desde as pinturas e esculturas rupestres, às danças rituais ou às catedrais góticas. Vejo a arte como uma construção sem fim e acredito nela como uma questão de fé, não estritamente no sentido místico ou religioso, mas como crença no valor das imagens enquanto chaves de conhecimento, milagre e revelação no espectador. Falo da fé no poder da arte como salvação em tempos de catástrofe, como contraponto espiritual para a salvação do homem. Acredito no poder redentor da arte mas, por vezes, nem a arte nem Deus têm esse poder para salvar o homem.

Existe uma imagem reveladora, no “Andrej Rubliov” de Tarkowsky, que nunca me abandona e que me tem ajudado a criar o sentido que preciso para continuar a caminhar e a acreditar: trata-se da realização de um sino por um rapaz, órfão de um sineiro, que diz ser, também ele, possuidor do segredo da sua construção. Ele está sozinho e, na verdade, o seu Pai nunca o ensinou, mas isso ele não pode confessar. Vai avançando com medo e coragem, pânico e confiança. No final, quando contra todas as probabilidades, o sino toca, está exausto e desmancha-se a chorar: só ele sabe que a construção do sino foi toda uma aventura no desconhecido e na incógnita, tendo como companheiros todos os que nele acreditaram e alguma sorte. E é nesse momento que Andrej Rublev quebra o seu voto de silêncio e o convida a trabalhar com ele, encontrou o artista: juntos serão capazes de construir Catedrais.

Tal como este rapaz do filme, o artista é o mestre ignorante, diz que é possuidor de um segredo mas não o sabe nominar nem ensinar. Será um iluminado? Será uma fraude, um vigarista? Afirma a todos e contra todos que sabe fazer uma coisa, envolve todos os meios, desesperadamente, mas só ele sabe que ninguém lhe passou esse segredo, é ele que o está a descobrir sozinho. Não conheço metáfora mais bela da arte e do artista.

Com este prémio se premeiam em mim, então, todos aqueles que, como eu, perseguem a poesia, o vazio e a beleza impossível.

Quero, por fim, agradecer a todas as pessoas que me têm ajudado, ao longo destes anos, a pensar e a construir uma obra, pois sem o seu trabalho e o seu contributo, nada disto seria possível. Agradeço a todos os meus colegas artistas (VIVOS E MORTOS) que tanto me ensinaram e me abriram portas com o seu trabalho, a sua obra, o seu pensamento, o seu exemplo e a sua coragem; agradeço aos galeristas, colecionadores, curadores, Directores de Museus e Instituições, pois todos eles me têm permitido viver e continuar a trabalhar neste meu sonho; agradeço especialmente a todas as pessoas que têm trabalhado directamente comigo, todas as equipas técnicas e industriais, aqui representadas pelo Sr. Carlos Venâncio, pois sem eles e sem o seu conhecimento, competência e dedicação, nada disto seria possível existir; agradeço a todos os fotógrafos, sobretudo ao meu amigo Alcino Gonçalves, aqui presente, que têm contribuído, com todo o seu saber e paciência para criar uma imagem daquilo que é impossível fotografar; agradeço a todos os editores, gráficos e livreiros, especialmente ao Manuel Rosa, também aqui presente, pois são eles quem, com o seu amor e o seu trabalho, continuam a transportar e a preservar a chama dos livros que não podemos deixar desaparecer; agradeço a todos os que têm pensado, falado e escrito sobre o meu trabalho (sejam críticos, jornalistas, poetas ou ensaístas) pois, dessa forma, para além de honrarem a minha obra, me têm ajudado a crescer e a questionar-me sobre mim próprio e o que tento fazer porque, na verdade, não existe arte sem pensamento; agradeço aos meus Amigos que me ajudam a caminhar perto dos abismos e à minha Família que sempre me apoiou e incentivou e me enche os dias de Beleza. Agradecerei sempre aos meus Pais por me terem criado todas as condições espirituais e materiais para eu trabalhar e, dessa maneira, me terem ajudado a ser livre e a seguir o caminho do meu sonho com coragem e determinação.

Como se conclui, não vivemos sós, existimos porque os outros existem.

Desejo agradecer, muito especialmente, a todos os membros do Júri que apoiaram a minha nomeação para este tão importante prémio, distinguindo o meu trabalho num país onde existem tantos artistas excelentes e com obras ímpares, propondo-me a elevada responsabilidade de continuar com o esforço de dar o melhor de mim mesmo.

Agradeço, em meu nome e em nome de toda a comunidade artística e cultural portuguesa, a forma generosa e digna como o grupo Impresa / Expresso e a Caixa Geral de Depósitos, continua a atribuir anualmente esta honrosa distinção disponibilizando uma verba considerável que, sem dúvida, será essencial para continuar a criar condições de trabalho aos premiados, nas suas diversas áreas.

Por último, um agradecimento muito especial a Legendary Tiger Man, o Senhor Paulo Furtado, por ter aceitado vir aqui aquecer-nos a alma com a sua música descarnada e pura: é um artista muito sério, a sua presença hoje, aqui, é uma grande honra.

Como disse, não sei se mereço este prémio e provavelmente nunca ninguém o saberá, mas quero agradecer com a gratidão de quem se sente reconhecido e estimado: muito obrigado.

  • Rui Chafes recebeu Prémio Pessoa

    Pela primeira vez um escultor vence é este galardão. O júri considerou que Chafes “consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo”

  • Rui Chafes: o homem que sopra o ferro

    O escultor, nascido em 1966, foi hoje agraciado com o Prémio Pessoa. Com um currículo extenso e consistente, trabalha desde o final da década de 80 na criação de uma obra assente na reflexão obrigatória sobre as noções de tempo e de espaço. Abstrações filosóficas que lhe conferem o estatuto da arte que não conhece a perenidade

  • “Não existe arte sem a ambição de parar o tempo”

    É o homem que sopra o ferro e gostava de que o seu ferro fosse vento. Ainda não sabe o que é a escultura e não acredita em consensos. Trabalha no silêncio austero de uma disciplina que se impõe. Feliz, defende que o Prémio Pessoa, entregue esta sexta-feira, foi um reconhecimento da arte portuguesa

  • Rui Chafes vence Prémio Pessoa

    O escultor lisboeta é o vencedor, em 2015, do Prémio Pessoa. Uma obra feita a ferro e fogo mereceu o destaque do júri do prémio, que é uma iniciativa do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos