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Quadro de Domingos Sequeira já é do Museu de Arte Antiga

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Os 600 mil euros necessários para adquirir a obra foram atingidos graças a uma contribuição da Fundação da Casa de Bragança, no valor de €35 mil, uma das maiores que a campanha “Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo” conseguiu até agora

Helena Bento

Jornalista

O Museu Nacional de Arte Antiga anunciou esta quarta-feira que conseguiu atingir o valor necessário para comprar o quadro “Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira, que se encontra atualmente nas mãos de privados.

Segundo o jornal “Público”, os 600 mil euros foram atingidos graças a uma contribuição da Fundação da Casa de Bragança, no valor de 35 mil euros, uma das maiores que a campanha “Vamos Pôr o Sequeira no Lugar Certo” conseguiu até agora. “Alcançámos os 600 mil euros, graças a todos! Juntos conseguimos pôr o Sequeira no lugar certo. Muito obrigado!”, lê-se no site na iniciativa.

A campanha de angariação de fundos, com início a 27 de outubro de 2015 e fim previsto para 30 de abril deste ano, dividiu a pintura em 10 milhões de pixéis de modo a que cada português pudesse participar com pelo menos seis cêntimos.

A tela de Domingos Sequeira, descrita no site da campanha como uma “obra visionária”, foi pintada em Roma, em 1828, e integra a série “Palmela”, de que fazem parte outras três pinturas religiosas - “Descida da Cruz”, “Ascensão” e “Juízo Final” - executada entre 1827 e o início da década de 1830.

Outra contribuição significativa, a maior, aliás, foi a da Fundação Aga Khan, que em meados de março doou 200 mil euros, permitindo ultrapassar os 400 mil euros do valor total necessário. A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) doou outros dez mil euros.

Os restantes contributos vieram de entidades como a Fundação Carmona e Costa e a Fundação Luso-Americana, o Automóvel Clube de Portugal, a associação AGIC de guias e intérpretes, os arquitetos Aires Mateus e a galeria Jorge Welsh, algumas autarquias, como o Município de Cantanhede, e pequenas e médias empresas, de setores que vão da produção audiovisual, aos equipamentos médicos e às instalações elétricas.

As doações de singulares, muitas delas anónimas ou feitas por transferência bancária, também foram decisivas. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e o novo ministro da Cultura Luís Filipe Castro Mendes também participaram na campanha.