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Morreu o “exibicionista de estrelas”

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Guy Hamilton ficou conhecido como o cérebro por trás de quatro filmes de James Bond: “Goldfinger”, “Os Diamantes São Eternos”, “Vive e Deixa Morrer” e “O Homem da Pistola Dourada”. O realizador britânico morreu aos 93 anos

“O trabalho de um realizador é de exibir a estrela para seu beneficio. Todos os atores têm pontos fortes e fracos... focamo-nos nas forças e encobrimos as fraquezas”, contava Guy Hamilton. E foi isso que fez ao longo de mais de 50 anos de carreira. Foi a dirigir os atores Sean Connery e Roger Moore, em quatro filmes da saga James Bond, que ganhou grande destaque.

O realizador britânico morreu esta quarta-feira aos 93 anos, avançou fonte do Hospital Juaneda Miramar, em Palma de Maiorca, onde atualmente Guy Hamilton morava. A unidade hospital, citada pela Associeted Presse, recusou divulgar mais detalhes.

O cineasta nasceu em Paris, França, a 16 de setembro de 1992. Foi responsável por trazer à luz do dia 23 filmes, sobretudo nos anos 60 e 70 da década passada. Agarrou em Bond, em 1964, com “Goldfinger”.

“Uma das regras para os filmes do Bond é que não termos permissão para contratar atrizes principais que saibam representar – porque não lhes conseguimos pagar... Se alguma vez tivermos uma verdadeira atriz principal, no filme seguinte teremos de encontrar outra. Em momento algum iremos ter a jane Fonda por mais de dois milhões de dólares”, comentou na altura em que realizou os filmes da saga 007.

Guy Hamilton foi um dos realizadores que mais filmes de James Bond dirigiu. Apenas Jonh Glen o supera, tendo realizado cinco filmes:“007 - Missão Ultra-secreta”, “007 - Operação Tentáculo”, “007 - Alvo em Movimento”, “007 - Risco Imediato” e “007 - Licença Para Matar”.

Mas antes de Bond, Hamilton deu os primeiros passos no mundo da sétima arte como assistente de Carol Reed em filmes como “The Fallen Idol”, “The Third Man” e “Outcast of the Islands”.

“O truque que descobri, não ser o diretor assistente mas ser o assistente do diretor. Há certas coisas que um diretor não está interessado em fazer e tens que te encarregar dessas coisas, enquanto tomas conta com cuidado das coisas pela qual o diretor é apaixonado. Desta forma, tornaste valioso para ele, porque sente que precisa de ti”, dizia Guy Hamilton.