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Rui Chafes recebeu Prémio Pessoa

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Pela primeira vez um escultor vence é este galardão. O júri considerou que Chafes “consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo”

José Carlos Carvalho

Esta sexta-feira à tarde, foi entregue a Rui Chafes o Prémio Pessoa na sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa. Pela primeira vez, um escultor é recebe esta distinção, tendo o júri sublinhado que o artista plástico “consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo”.

O Prémio Pessoa distingue uma personalidade nacional que se tenha destacado nas áreas cultural, literária, científica, artística ou jurídica. É uma iniciativa do semanário Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, que conta com o valor pecuniário de 60.000 euros.

Nascido em Lisboa, em 1966, Rui Chafes formou-se em escultura, na Escola Superior de Belas Artes da capital portuguesa, e prosseguiu estudos na Alemanha, onde traduziu também poesia de Novalis.

Tendo o ferro como matéria-prima de trabalho, Rui Chafes utiliza-o numa expressão escultórica que “subverte as condicionantes normais do museu e da galeria”, sublinhou o júri, dando como exemplo a exposição antológica que esteve patente em 2014, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

  • “Não existe arte sem a ambição de parar o tempo”

    É o homem que sopra o ferro e gostava de que o seu ferro fosse vento. Ainda não sabe o que é a escultura e não acredita em consensos. Trabalha no silêncio austero de uma disciplina que se impõe. Feliz, defende que o Prémio Pessoa, entregue esta sexta-feira, foi um reconhecimento da arte portuguesa