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Cannes reforça sistemas de segurança

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D.R.

Com o país em estado de emergência até 26 de maio, Cannes (no sul de França) viu-se forçada a aumentar os dispositivos de segurança a aplicar durante as edições deste ano dos festivais de televisão (MIPTV) e de cinema, o primeiro a arrancar esta segunda-feira, o segundo a decorrer entre os dias 11 e 22 de maio.

No festival que atrai as atenções do mundo da televisão, as medidas de segurança desviaram para fora do Palácio dos Festivais os pontos nos quais cada pessoa que entra é sujeita a passar por um detetor de metais e a ver as suas malas e sacos serem revistados. Até aqui era já dentro do edifício, pelas várias portas de acesso, que estes procedimentos tinham lugar. Não será permitida a presença de malas de maior dimensão nas imediações. Medidas semelhantes deverão ser postas em prática durante o festival de cinema.

Apesar de ser uma povoação pequena, Cannes tem instaladas nas suas ruas cerca de 500 câmaras de vigilância. Segundo a “Variety”, após os ataques em Paris em novembro de 2015, a autarquia local encomendou uma auditoria a Nitzan Nuriel, um israelita especialista em defesa contra atos de terrorismo. Entre as medidas a reforçar está uma vigilância mais apertada em cada entrada da cidade, inclusivamente para quem chega pelo mar.

A 69ª edição do Festival de Cannes, da qual foi já revelado o cartaz (na foto), vai ter como filme de abertura “Café Society”, uma nova longa metragem de Woody Allen. Rodado entre Los Angeles e Nova Iorque nos meses de agosto a outubro do ano passado, este filme corresponde à estreia do realizador no digital. O filme, que passa fora de competição em Cannes, é uma comédia romântica, e conta, no elenco, com as presenças de Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Steve Carell e teve os seus direitos de distribuição adquiridos pela Amazon.

A secção competitiva do festival terá este ano o realizador George Miller como presidente do júri. A atriz Valérie Donzelli será, por sua vez, a presidente do júri da Semana da Crítica, tendo a seu lado os realizadores Nadav Lapid, Alice Winocour (que assinou o argumento de “Mustang” ali apresentado em 2015), David Robert Mitchell e Santiago Mitre. A realizadora japonesa Naomi Kawase, cujo filme “Sweet Red Bean Paste” abriu a secção Un Certain Regard há um ano, chefiará o júri da Cinéfondation.